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CHS 2012, um pouco do que vi e vivi

Agora, já com o distanciamento de quase 1 semana da realização do 1º Congresso Humanista Secular do Brasil, posso parar para dar minhas impressões sobre o evento.

Foi uma grata e extraordinária surpresa. Não apenas pelo evento, que foi excepcional, mas também pelo meu envolvimento pessoal. Como o Sérgio Viula já escreveu muito bem sobre o evento em si (além de já haver dois resumos aqui e aqui), vou me dedicar mais às questões pessoais.

Foi um momento histórico para mim finalmente conhecer pessoalmente, cara a cara, pessoas com quem já há alguns anos (no caso da “velha guarda” da LiHS/Bule Voador) ou meses (no caso dos quase recém-chegados) tenho tido contato praticamente diário por email ou redes sociais, nessa incessante e ainda inicial luta por um Brasil (e por que não dizer, um mundo) mais laico, mais secular, menos intolerante, mais digno, mais humanista.

Tirando o grande Daniel Oliveira, que já havia encontrado aqui em BH em uma visita relâmpago, ainda não conhecia pessoalmente nenhum dos outros diretores da LiHS que lá estavam presentes (embora já conhecesse a voz de alguns devido a algumas reuniões por skype, além da voz e face do presidente e da vice-presidenta da LiHS, Eli Vieira e Asa Heuser, por vídeos no youtube). Todos(as), sem exceção, são pessoas incríveis, e faço questão de citá-los textualmente, mesmo que com alguns eu não tenha tido a oportunidade de conversar mais longamente. Então, além dos três já citados, vai meu grande abraço virtual para Eduardo Patriota, Luciano Rossato, Natasha Avital, Jacob Reis, Cíntia Brito, Giuliano Gasparini, Roberto Luiz Rezende, Douglas Donin, Shirley Galdino, Juliana Paukowski, Conrado Klockner, Luiz Henrique, Stíphanie Silva, Sérgio Viula, Jessika Andras (uma das mais novas diretoras nomeadas pós-CHS)… é, acho que não esqueci ninguém da diretoria da LiHS que eu conheci pessoalmente, mesmo que com alguns o contato tenha sido bem rápido. E não posso deixar de lembrar também do Celso Masotti, membro da LiHS, um cara incrível, bem humorado e sensato, que gentilmente filmou todo o evento, e cujos filmes que vêm por aí estou esperando ansiosamente para assistir.

Vou registrar também a minha satisfação em ver, ouvir, conhecer, conversar e/ou dividir umas Heineken com algumas pessoas que eu também só conhecia da internet de uma forma mais distante, como leitor ou ouvinte. O Kentaro Mori (com ele já havia trocado alguns emails devido à minha participação no site da campanha 10:23), do site Ceticismo Aberto, o melhor site cético do Brasil, o jornalista Carlos Orsi, que gentilmente aceitou meu convite pra participar da mesa de ceticismo, o Alex Castro, cujos textos, crônicas, contos e livros são esplêndidos, o Jorge Quillfeldt, cuja voz eu ouço quase toda semana no podcast Fronteiras da Ciência, o Renato Zamora, que também já participou do fronteiras, o Márcio Retamero, que atualmente também contribui no Bule Voador, enfim, com alguns eu tive um contato mais próximo durante o CHS (como o Kentaro e o Carlos), com outros nem tanto, mas tudo valeu bastante a pena.

Todas as palestras e mesas redondas foram edificantes, algumas até bem emocionantes, com destaque para a Maria Berenice e a Marina Reidel, que emocionaram, cada uma a sua maneira, não só a mim, mas a cada ser humano naquela platéia. A fala do Renato Zamora, explicando e fundamento por que a violência contra crianças em nome de uma suposta “educação” não passa de pura e simples ignorância. A exposição do Desidério Murcho, sobre o sentido da vida para ateus. Os dados sobre violência trazidos por Marcos Rolim. Uma breve história do ateísmo resumida pelo Francisco Marshall. A aula de genética humana ministrada por Francisco Salzano. O panorama do secularismo pelo mundo, apresentado por Carlos Díaz, atual presidente da Atheist Alliance International. Bom, realmente foi um evento histórico, como ouvi de várias pessoas lá.

Estou lá no cantinho esquerdo da foto, momento do encerramento oficial

Quem não foi, perdeu. Fica pro próximo!

30+3

Há quase exatos três anos eu estava, meio sem saber, entrando nesta fase da minha vida que vem sendo um período cheio de alegria, felicidade, companheirismo, cumplicidade e amor. Foi no dia seguinte ao meu aniversário que a semente do amor que hoje me deixa em êxtase começou a ser seriamente regada, culminando nessa maravilhosa relação que vivemos.

Nesta mesma data há dois anos estávamos noivos e fazendo planos para o casamento e o início da vida a dois no nosso cantinho financiado a perder de vista 🙂

Mas eis que algumas pedras no caminho fizeram com que um ano atrás eu estivesse comemorando meu aniversário não no nosso sonhado apê, mas em uma merda de um kitnet de 1 cômodo com menos de 25m². Apesar disso, só o fato de estarmos juntos foi capaz de dissipar grande parte dos problemas.

Felizmente a situação este ano é completamente diferente. O apê finalmente saiu, o que certamente entra para a história como um dos melhores presentes de aniversário, e embora ainda não estejamos instalados nele (só mais uma semana de acetos finais…), já tenho muito mais a comemorar do que somente os meus 33 anos completados hoje.

Se posso dizer com certeza que divido minha vida antes e depois de julho de 2009 (vide 1º parágrafo), agora mais um etapa passa a funcionar como um marco também neste mesmo mês, agora no ano de 2012.

E que venham mais 33, e mais 33, e quem sabe mais 33, porque tem uma coisa nesta vida que nunca é demais: a própria vida!

Carpe diem.

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Pra quem só tem martelo, tudo é prego

Uma das vantagens de ter um blog é que neste espaço eu posso escrever algumas coisas que, às vezes, eu prefiro relevar em outros ambientes para não criar atritos desnecessários, em especial com pessoas que eu sequer conheço direito.

Aqueles que acompanham o blog tiveram alguns lampejos dos problemas que estamos passando com o apartamento que compramos na planta em janeiro de 2010 (mais informações, relativamente desatualizadas, nesse post). O prazo de entrega era janeiro de 2011, e até há pouco tempo estávamos a ver navios.

Mas eis que, finalmente, saiu a certidão de baixa de construção do condomínio, e brevemente devemos receber as chaves.

Mas o que motivou este post e o seu título? Pois bem…

Ao levar a notícia ao grupo de emails formado pelos meus futuros vizinhos, eis que um deles me solta a seguinte pérola:

“nossas orações estão sendo atendidas. Obrigado Deus por mais esta vitória”

Pô, quer dizer que a entrega da obra atrasa quase 1 ano e meio (vejam bem, quase 18 meses de atraso pra entregar), e a pessoa vem falar em “orações atendidas”? Sério? Que raio de deus fajuto seria esse que demora tanto a atender orações? Ou será que as pessoas só começaram a rezar há poucas semans? A pessoa realmente acredita que o término (muuuuuuito atrasado) de uma obra de engenharia tem intervenção divina?

Só rindo mesmo…

 

Alex Castro sobre a Liberdade

Meio que na mesma linha do meu texto publicado na sexta-feira passada, li esses dias um ótimo texto do Alex Castro, intitulado “o preço da liberdade“, o qual eu trago neste humilde blog por concordar com quase tudo o que está escrito ali.

Na verdade, mas do que concordar com o texto, vejo nele muito (mas não tudo, claro) do que eu gostaria de fazer com os rumos da minha vida.

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o preço da liberdade

Autor: Alex Castro

Fonte: Blog do Alex Castro

Um amigo bem-intencionado:

“Alex, se você continuar falando tudo o que passa na sua cabeça e fazendo tudo do seu jeito, você nunca vai ser bem-sucedido na vida.”

Eu: “Oras, falar tudo o que passa na minha cabeça e fazer tudo do meu jeito é minha definição de ser bem-sucedido na vida!”

* * *

Ainda o mesmo amigo:

Eu: “Mas, afinal, por que você tanto quer ser bem-sucedido?”

Ele:

“Você tem cada uma, Alex! Pra eu poder ter independência financeira pra não precisar mais medir minhas palavras ou puxar o saco do chefe, pra poder fazer o que eu quero do jeito que eu quero.”

Eu: “Bem, eu devo ter pulado uma etapa então, porque eu  vivo assim.”

* * *

Hora do meu amigo abrir os meus olhos:

Ele:

“Pô, Alex, às vezes você não tem idéia do efeito que causa nas pessoas. Eu conheço gente que acha esse seu jeito muito inconveniente, te evita, não te chama pras coisas. Isso não te incomoda?”

Eu: “Olha, quando eu era adolescente, eu também tinha esse medo de que ninguém iria gostar de mim. Então, me envolvi em política estudantil e, mesmo sendo gordo, feio e inconveniente, eu consegui ser amado por quase todo mundo, ter entrada em todos os grupinhos rivais e vencer todas as eleições que disputei. Mas, depois,me dei conta que era tudo vaidade sob o sol, como diria um outro amigo meu. De que adiantava puxar o saco e ser legal com tanta gente que não me importava? O que aquelas pessoas me acrescentavam? Um belo dia, eu parei de falar o que as pessoas queriam ouvir e passei a falar o que eu queria dizer. Uma multidão de malas se afastou, é verdade, mas outras pessoas incríveis começaram a se aproximar. E eu me dei conta: se existe tanta gente que vai me amar por eu ser do jeito que eu sou, qual é o sentido de me reprimir pra ser aceito pelas outros? O que eu devo a esses outros, afinal?”

Ele:

“Não deve nada. Mas ontem teve festa na casa do Paulo, sabia?”

* * *

Outro dia, no mercado em Nova Orleans, eu estava fazendo compras completamente descabelado (aliás, é por isso que gosto de cabelo curto, porque sempre esqueço de pentear) e eis que encontro outra amiga bem intencionada que, com uma sinceridade digna de mim, me avisou do meu pobre estado e ainda perguntou:

Ela:

“Como é que você se permite sair de casa assim, Alex?”

Eu: “Well, step number one is sincerely not caring about other people’s opinions. Once you have a good grasp of step one, the other steps just take care of themselves.” (“Bem, o primeiro passo é sinceramente cagar para a opinião dos outros. A partir do momento que você esteja firme e forte no primeiro passo, os passos seguintes se tomam sozinhos.”)

Desde então, ela tem estado fria comigo. Oras, a menina não estava nem um pouco errada, mas alguém que tem coragem de dizer o que ela disse, deveria mesmo ficar chateada com a minha humilde resposta?

Sinceridade é sempre boa indo; vindo parece que o povo não gosta.

* * *

Meu amigo bem-intencionado não desiste:

“Alex, não existe nada mais adolescente e imaturo do que querer fazer o que se quer na hora que se quer!”

Estranhamente, se não me falha a memória da minha adolescência e dos adolescentes que ensinei e ainda ensino, nada mais adolescente que querer ser aceito a todo custo. Naturalmente, indo mais longe, ambas atitudes são francamente adolescentes. Paradoxalmente, eu pergunto: e daí? Ser adolescente é ruim?

Toda criança é genial. Somos nós, os adultos, que perversamente as massacramos até extirparmos cada dose de individualismo e originalidade, para que se moldem ao que mediocremente chamamos de “o mundo”, “a vida”, “as coisas como elas são”, etc.

As pessoas mais interessantes que conheci tinham quinze anos de idade. E depois se tornaram adultos chatos e caretas, cheios de filhos e de dívidas, fazendo hora extra e colocando dinheiro no fundo de pensão, misturando viagra com tônico capilar, centrum com óleo de peixe.

Hoje em dia, meus amigos de infância me são um eterno alerta contra os horrores da vida adulta.

Aos 18 anos, eu era sério e responsável, presidente do grêmio e editor do jornal da escola, não fumava maconha e não comia ninguém.

Hoje, aos 38 anos de idade e com saúde perfeita, começo a viver, esperando não parar até morrer. Finalmente coloquei minhas prioridades em ordem: sou adolescente. Celebro a mim mesmo. Canto a mim mesmo.

* * *

Mas meu amigo ainda tem um trunfo na manga:

“Bem, é muito fácil viver assim se você não tem filhos!”

É verdade, tudo na vida é muito mais fácil se você não tem filhos – o que, aliás, é o principal argumento para NÃO ter filhos.

Minha vida é fácil? Comparada a do meu amigo, claro que é. Minha vida é fácil porque eu decidi não complicá-la tendo filhos e formando família. Minha vida é fácil porque eu abdiquei das vantagens de ser pai para não ter que sofrer as desvantagens. Minha vida é fácil porque eu, apesar de adorar crianças, não tenho um filhinho fofo pra eu ensinar a gostar de Senhor dos Anéis, mas também não tenho dívidas e hipotecas, não pago escola particular nem curso de inglês.

Se meu amigo decidiu conscientemente ter filhos e formar família, é porque encampou o desafio. Então, não vem dizer que a minha vida é fácil, não vem reclamar dos seus dois empregos, não vem reclamar dos preços de aparelhos ortodônticos. A escolha foi sua. Agora, aguenta.

* * *

Por fim, meu amigo balança a cabeça, põe a mão no meu ombro e diz:

“Isso tudo é muito bonito, Alex, e vai dar um bom post amanhã, mas a triste verdade é que, um dia, você vai pagar o preço.”

Um dia?! Ora, estou pagando o preço hoje. Só eu sei os colegas que alienei, as oportunidades que me negaram, as costas que me viraram. E só eu sei as aventuras que vivi, as mulheres que amei, os amigos que conheci. Pago o preço feliz e ainda sobra troco.

Já tracei meu caminho faz tempo: mais vale fracassar fazendo as coisas do meu jeito do que vencer só porque me anulei.

Continuando a “saga” do Serviço de (NÃO) Atendimento ao Cliente

Em meu post anterior sobre este assunto (leiam para entender), expus uma tentativa de arrancar informações do “SAC” da empresa em que comprei um apartamento. Como não obtive resposta àquele último email, mandei um outro com novas informações apuradas por um dos meus futuros vizinhos:

Prezado “SAC”,

É realmente uma pena que não recebi qualquer resposta desse setor para os meus questionamentos enviados no email anterior.

Como eu havia dito, é inútil que vocês continuem escondendo informações, em uma vã tentativa de cercear o direito à informação de seus clientes; não sei se fico com chateado ou simplesmente com pena dessa empresa que parece ainda não ter percebido que o acesso à informação não é mais monopólio de uns poucos privilegiados.

Solicito que me informem se o protocolo 0046731 se refere à obra do empreendimento Ville Esmeraldas, pois um dos compradores teve acesso a esse número e as informações coletadas levam a crer que sim. Inclusive, para facilitar para vocês, encaminho anexo um arquivo no qual consta um relatório datado de 23/02/2012, referente à última visita da Prefeitura de Belo Horizonte, a qual ocorreu em 07/02/2012.

Na pesquisa realizada no site da PBH, é possível constatar que nova vistoria foi solicitada ontem, 09/04/2012. Diante disso, gostaria que me informassem se a obra já foi efetivamente concluída pela engenharia.

Aguardo retorno.

Att.,

Bom, dessa vez eles me responderam, porém, como era de se esperar tendo em vista o histórico de incompetência e/ou desonestidade dessa empresa, não forneceram qualquer informação relevante. Segue o email do “SAC”:

Sr. Alex Rodrigues do Nascimento,

Como informado anteriormente o nº do processo de habite-se não é fornecido. Favor aguardar a emissão/finalização do processo de habite-se, para que se inicie o agendamento da entrega das partes comuns e unidades aptas junto ao setor financeiro da construtora.

Desde já, agradecemos a atenção e nos colocamos a disposição para os esclarecimentos necessários.

Cordialmente,

SAC
Relacionamento com Clientes

Mais uma vez, PATÉTICO!

Coleção de reclamações do Ville Esmeraldas da PDG

Ontem, segunda-feira, 09/04/2012, foi ao ar no programa CQC da Rede Bandeirantes o quadro “Proteste Já”, que teve como alvo a PDG do município de Campinas, por ter lesado uma porrada de famílias que compraram apartamento e não levaram.

Eis uma compilação de links do site “Reclame Aqui”, referentes a desabafos de compradores do empreendimento Ville Esmeralda da construtora PDGASA Incorporadora, que estão no mesmo barco que eu.

http://www.reclameaqui.com.br/1557109/asa-incorporadora/atraso-na-entrega-do-empreendimento/

http://www.reclameaqui.com.br/2247497/asa-incorporadora/estupidez-da-asa-incorporadora-grupo-pdg/

http://www.reclameaqui.com.br/2616580/pdg-incorporacoes-goldfarb-agre-chl-e-pdg-realty/atrasos-interminaveis-falta-de-informacoes-e-falta-de-respei/

http://www.reclameaqui.com.br/2166809/asa-incorporadora/entrega-de-imoveis/

http://www.reclameaqui.com.br/2542796/asa-incorporadora/imovel-asa-pdg-uma-furada-para-voce/

http://www.reclameaqui.com.br/2490711/asa-incorporadora/atraso-na-entrega-de-imovel/

Há ainda um blog criado por um dos meus futuros vizinhos que se destina a publicar esse tipo de problema: http://pdg-problemas.blogspot.com.br/

Mais uma do Serviço de (NÃO) Atendimento ao Cliente

Em oportunidades anteriores publiquei neste blog (aqui e aqui) alguns problemas que venho tendo com a construtora PDG/ASA Incorporadora, cujo empreendimento em que futuramente irei morar (onde já deveria estar morando há meses) se encontra com a entrega atrasada há 1 anos e 3 meses.

Segue abaixo mais uma infrutífera troca de emails com o SAC da empresa.

Em 30/03/2012 enviei o seguinte email ao SAC da construtora PDG:

Boa tarde,

gostaria de saber se há informações concretas e verdadeiras sobre a entrega da obra do condominio Vile Esmeralda no bairro Fernão Dias.

Liguei para o SAC e um atendente me informou que foi solicitado vistoria da prefeitura, porém ao verificar o andamento do processo na PBH não se encontra nenhum registro de tal solicitação.

Os protocolos da PBH são: 0057746 e 0061833
Estes dados são públicos e qualquer um com pouco de conhecimento e informação consegue obter. A empresa mentindo para nós consumidores omite tal informação.

A empresa é tão irresponsável que me comunicou uma única vez que o imóvel iria atrasar em abril do ano passado e de lá para cá nada. Se não procuro não informam nada. Inmentiram descaradamente em carta datada de 26/10/2011, dizendo que a obra seria terminada em novembro, sendo que na época ainda faltava muita coisa para ser feita.

Quando comprei o apartamento a vendedora Leidislaine se desdobrou em elogios à capacidade da contrutora em entregar todas as suas obras em dia, de jamais ter atrasado um empreendimento. Uma verdadeira mentira, pois hoje em dia tenho conhecimento que nós do Ville Esmeraldas não somos os únicos a estarmos passando por esse tipo de problemas por causa da incompetência da PDG.

Aguardo retorno com informação verdadeiras e atualizadas.

Att.,

No mesmo dia recebi o email abaixo em resposta:

Prezado Sr. Alex Rodrigues, boa tarde!

Em resposta ao seu questionamento, em consulta ao setor de engenharia, informamos que os protocolos na qual nos corroborou não se referem ao pedido de habite-se junto a Prefeitura de Belo Horizonte.

Cientificamos que no presente momento estamos aguardando que o empreendimento Ville Esmeralda seja vistoriado pela Prefeitura, visando emissão do documento de habite-se, possibilitando desta forma que possamos dar inicio aos agendamentos para entrega das unidades. Estes agendamentos serão feitos conforme liberações pelo setor financeiro.

Gostaríamos de salientar que todos os esforços estão sendo efetuados pela empresa a fim de que tenhamos o mais rápido possível a conclusão da retirada do documento, para darmos inicio a entrega das unidades.

Pedimos desculpas pelos possíveis transtornos causados e a vontade desta empresa em entregar aos clientes as unidades adquiridas.

Certo de sua compreensão, permanecemos à disposição para esclarecimentos através da Central de Relacionamento: 4003-0039, e/ou do e-mail sac@asaincorporadora.com.br

Cordialmente,

SAC
Relacionamento com Clientes

Como já era de se esperar, o SAC não me trouxe qualquer informação relevante. Assim, em 02/04 mandei novo email:

 Prezado “SAC”,

Uma vez que os protocolos que eu enviei não se referem ao pedido de habite-se do Ville Esmeraldas, conforme vocês consultaram no setor de engenharia, solicito que vocês consultem junto a esse setor quais são os números de protocolos referentes ao andamento na prefeitura da documentação de habite-se do Ville Esmeraldas.

Aguardo retorno.

Att.

 

Mais uma vez recebi no dia seguinte uma resposta que não esclareceu absolutamente nada, conforme podem ver abaixo:

 Boa tarde!

Sr. Alex Rodrigues do Nascimento,

O nº do processo de habite-se não é fornecido. Favor aguardar a emissão/finalização do processo de habite-se, para que se inicie o agendamento da entrega das partes comuns e unidades aptas junto ao setor financeiro da construtora.

Desde já, agradecemos a atenção e nos colocamos a disposição para os esclarecimentos necessários.

Cordialmente,

SAC
Relacionamento com Clientes

No mesmo dia enviei o email abaixo:

 Prezado “SAC”,

 Uma vez que esse tipo de dado deveria ser público, até porque qualquer pessoa pode fazer esse tipo de pesquisa junto ao site da prefeitura quando estiver de posse dos dados corretos, vocês poderiam me informar o motivo de não fornecerem o número do processo? Por acaso vocês estariam embasados em alguma lei ou norma jurídica que eu desconheça? Será que terei que buscar caminhos jurídicos para ter acesso a uma informação que deveria me ser passada por direito? Vocês não acham que o fato de atrasarem a entrega da obra em mais de um ano já é dor de cabeça suficiente para seus clientes? Será que faz sentido sonegar uma informação tão simples? Será que há algum problema com a obra que vocês não querem que seus clientes saibam?

 Diante disso que escrevi, solicito novamente que me repassem o número sob o qual o processo de habite-se do empreendimento Ville Esmeralda tramita na prefeitura de Belo Horizonte.

 Aproveito a oportunidade para perguntar, mais uma vez, qual a previsão de finalização da obra. A última notícia que nós condôminos tivemos a partir de diferentes fontes da PDG foi que a obra seria entregue pela engenharia em março. Pois bem, março já passou, qual a nova previsão e subsequente desculpa?

 Att.,

 Até o presente momento não recebi qualquer nova manifestação do SAC dessa empresa que só nos causa dor de cabeça.