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13/07/2012 – Dia Mundial do Rock

Há exatos longínquos 4 anos, nos primórdios deste blog, publiquei um pequenino post em homenagem ao Dia Mundial do Rock.

Exatamente dois anos atrás novamente prestei minha homenagem a este dia, informando o porquê da data e compartilhando alguns vídeos históricos.

Bom, neste 13/07/2012, Dia Mundial do Rock (e dois dias antes do meu aniversário), para não passar em branco, compartilho abaixo um vídeo de um dos melhores shows que já tive o privilégio de ir (eu fui no Morumbi, Sampa, mas o vídeo é de um show em Buenos Aires durante a mesma turnê). Com vocês, AC/DC, For those about to rock (we salute you):

“Stand up and be counted

For what you are about to receive

We are the dealers,

We’ll give you everything you need

Hail hail to the good times,

‘Cause rock has got the right of way

We ain’t no legend, ain’t no cause

We’re just livin’ for today

For those about to rock, we salute you”

E fica como dica, dois brindes.

Primeiro, o Podcast Cinema em Cena sobre filmes de Rock: http://www.cinemaemcena.com.br/plus/modulos/noticias/ler.php?cdnoticia=40407

E recomendo também os Podcasts do pessoal do Rock com Ciência: http://www.rockcomciencia.com.br/ , ótimos debates recheados com o mais puro rock’n’roll.

\m/

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Reflexões na poesia do Pink Floyd #12

“Mother, should I trust the government?”

Música: Mother

Álbum: The Wall

Bom, como eu estava ontem à noite no Engenhão-RJ maravilhado com o espetáculo audiovisualsensorial proporcionado por Roger Water e sua banda nesta turnê do The Wall, vou deixar para reflexão a resposta à pergunta acima por meio de duas das muitas imagens incríveis do show, projetadas exatamente em resposta a esse verso da música:

A resposta também foi projetada traduzida no gigantesco no Muro, um sonoro:

Obviamente não é só o governo que não merece nossa confiança automática e absoluta, todas as outras figuras de “autoridade” (ou suposta autoridade), e aqui me refiro a pessoas e/ou a instituições, devem sempre ser questionadas e confrontadas. Partidos, políticos, igrejas, religiões, sacerdotes, cientistas, imprensa, “formadores de opinião”, humoristas, nada e nem ninguém deve estar acima de críticas e questionamentos.

Roger Waters – The Wall Live

Exatamente no momento em que este post entra no ar estarei no Estádio Engenhão, Rio de Janeiro, começando a assistir ao que provavelmente será uma experiência sensorial indescritível.

Há quase exatamente 5 anos atrás estive na Praça da Apoteose, RJ, curtindo o show da turnê “The Dark Side of the Moon”, apresentada pelo cérebro por trás do Pink Floyd, Roger Waters (foto à direita). Como era de se esperar, foi um show de encher os olhos e os ouvidos e, sinceramente, não pensei que teria nova oportunidade de ver um espetáculo à altura.

Bom, eu estava enganado…

As últimas vezes em que o álbum “The Wall”, uma verdadeira ópera-rock, foi apresentado na íntegra foram: há mais de 30 anos, ainda com os “4 floyds”, e uma apresentação especial de Roger Waters e convidados em Berlim, em comemoração da queda do Muro que dividia as duas Alemanhas.

Claro que para a experiência ser 100% satisfatória deveria acontecer o que eu citei em um post há quase 1 ano, e que vocês podem conferir neste link. Como isso é altamente improvável, nem vou alimentar essa expectativa (mas se por acaso acontecer, darei notícia).

Reflexões na poesia do Pink Floyd #11

“Us, and them
And after all we’re only ordinary men.”

Música: Us and Them

Álbum: The Dark Side of the Moon

Por mais que algumas pessoas insistam em querer se diferenciar das outras, por mais que alguns seres humanos tentam parecer mais importantes do que outros, no fim ninguém escapa do fato de que todos nós temos muito pouco de diferentes.

Somos todos comuns.

Embora ainda tenhamos um caminho relativamente longo a percorrer na busca por sociedades mais igualitárias, não podemos desanimar e deixar a peteca cair; e uma grande aliada nessa luta (provavelmente a mais importante) é a educação. Não me refiro apenas à educação formal, aquela da escola; refiro-me também ao conhecimento adquirido nas ruas, nos livros, na TV, no rádio, no cinema, nas revistas, nos jornais, etc. Conhecimento que permita a qualquer um de nós perceber que não importa se somos destros ou canhotos, se temos olhos azuis ou castanhos, se somos negros ou brancos (e todos os outros matizes no meio), se somos religiosos ou descrentes, se somos heteros ou não-heteros, se somos homens ou mulheres, se somos novos ou idosos, todos somos pessoas comuns e todos deveríamos ter acesso aos mesmos direitos e às mesmas oportunidades.

Infelizmente, ao contrário do que muitos pensam, estamos bem longe disso ainda.

Reflexões na poesia do Pink Floyd #10

“Money, so they say

Is the root of all evil today.

But if you ask for a raise

it’s no surprise that they’re giving none away.”

Música: Money

Álbum: The Dark side of the Moon

É muito fácil falar que o dinheiro não é importante quando se tem bastante. Se é verdade que grana não traz felicidade, é igualmente verdadeiro dizer que a falta dele também não é nenhuma maravilha.

Dinheiro é importante, sim, e cada pessoa deve ter o entendimento do quanto precisa para ser feliz. Alguns se contentarão com menos, outros precisarão de mais, e não acho que haja um padrão ideal a ser seguido por todas as pessoas.

Tirando algumas exceções, sabemos que renda vem junto com trabalho, e devemos ter a parcimônia de determinar com sabedoria o quanto estamos dispostos a trabalhar para poder usufruir de certa quantidade de dinheiro e, principalmente, o que queremos fazer com essa grana. Queremos constituir família? Criar filhos? Viajar? Comer e beber bem? Estudar? Aposentar? Quais nossos objetivos? O que nos é dispensável? DO que temos vontade? O que consideramos essencial? De quanto dinheiro precisamos para isso? E quanto trabalho temos que fazer para ganhar e aproveitar o que ganhamos? Adianta ganhar muito dinheiro mas não ter tempo ou oportunidades de gastá-lo? Onde está o equilíbrio?

Reflexões na poesia do Pink Floyd #9

“Deaf, dumb and blind,
you just keep on pretending
That everyone’s expendable,
and no one has a real friend”

Música: Dogs

Álbum: Animals

Fico pensando se algumas pessoas realmente acreditam nas coisas em que dizem acreditar ou sentem aquilo que dizem sentir.

Nesses últimos anos de atuação virtual acabei tendo contato com pessoas que, aparentemente, não se importam com qualquer outro ser humano que não eles mesmos. Indivíduos que se acham completamente desprovidos de qualquer necessidade de contato humano ou de convivência com o outro, supostos exemplos vivos de misantropia.

Claro, muitos realmente devem se sentir assim. Quem sou eu para questionar se determinada pessoa é misantropa ou não? Porém, pergunto-me, quantos realmente o são? Quantos não estão apenas racionalizando uma “simples” dificuldade de interação, transformando-a em algo maior do que realmente é? Quantos tentaram sair do próprio casulo? Quantos buscaram quebrar os muros que os cercam (muitas vezes construídos por eles mesmos)?

Quem está apenas fingindo que todos somos descartáveis e ninguém tem amigos de verdade? E quem acha isso mesmo?

Reflexões na poesia do Pink Floyd #8

“Run, rabbit run.
Dig that hole, forget the sun,
And when at last the work is done
Don’t sit down it’s time to dig another one.”

Música: Breathe

Álbum: The Dark Side of the Moon

A mensagem desse trecho pra mim é clara: é impossível parar. Sempre há algo a ser feito na vida, pelo menos se quisermos nos manter ativos e produtivos. Acomodar-se é um erro terrível.

Claro que não me refiro apenas a rotinas relacionadas a trabalho, mas sim, e principalmente, a atividades que mantenham nossa mente funcionando, que nos tragam satisfação intelectual, além daquelas que nos permitam conhecer lugares novos, pessoas novas, aprender coisas novas.

Como diz a música, quando finalmente o trabalho está pronto, não se sente, pois é hora de começar uma nova empreitada.