Reflexões na poesia do Pink Floyd #13

What shall we use to fill the empty spaces?
Where waves of hunger roar
Shall we set out across the sea of faces?
In search of more and more applause
Shall we buy a new guitar?
Shall we drive a more powerful car?
Shall we work straight through the night?
Shall we get into fights?
Leave the lights on
Drop bombs
Do tours of the east
Contract diseases
Bury bones
Break up homes
Send flowers by phone
Take to drink
Go to shrinks
Give up meat
Rarely sleep
Keep people as pets
Train dogs
Race rats
Fill the attic with cash
Bury treasure
Store up leisure
But never relax at all
With our backs to the wall
Música: Empty spaces/What shall we do now?
Álbum: The Wall live/The Wall movie

O quanto que vale a pena se sacrificar para ter mais e mais coisas? Para receber aplausos e reconhecimento? Para se sentir útil?

Algo que tem passado pela minha cabeça nos últimos tempos é que eu não preciso, e principalmente não quero, me sujeitar ao esquema trabalhar-estudar-trabalhar com o objetivo de “ir cada vez mais longe” ou “ganhar cada vez mais dinheiro” ou coisa assim.

Prefiro manter minha vida em um padrão em que eu consiga não apenas ganhar uma grana legal, mas principalmente ter tempo e disposição para aproveitá-la com as atividades que realmente me dão prazer.

Não, eu não quero “gostar” do meu trabalho (obviamente também não quero odiá-lo); trabalhar, pra mim, nada mais é do que uma forma de ganhar dinheiro para ser gasto em momentos de lazer.

Não, eu não quero estudar uma porrada de coisas que não me interessam apenas porque vêm no pacote junto a algo pelo qual eu teria algum interesse. Não quero ter que ficar refém de livros, disciplinas e publicações sobre coisas que talvez não me satisfaçam só para ter um certificado que, pra mim, só vai servir para caminhar nos degraus de uma carreira pública.

Admiro quem consiga e goste de fazer esse tipo de coisa.

Eu prefiro trabalhar apenas o suficiente, viajar bastante (quanto mais, melhor), comer e beber bem, ver muitos filmes, ler muitos livros dos mais variados assuntos (sim, desde filosofia, passando pela biologia e chegando até a física, coisas que talvez só sirvam para a minha satisfação intelectual, eu sou egoísta desse tanto mesmo e adoro isso).

Claro que tudo isso pode mudar uma dia, mas por enquanto não vejo como.

 

Uma resposta para “Reflexões na poesia do Pink Floyd #13

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