Reflexões na poesia do Pink Floyd #7

“Hey you

Don’t tell me there’s no hope at all

Together we stand, divided we fall”

Música: Hey You

Álbum: The Wall

Por mais que seja tentador tocar o foda-se pro mundo, tendo em vista toda as variedades de atrocidades que vemos dia a dia na TV, nos jornais, nas revistas e na internet, eu acho que ainda há esperança.

Confesso que não é uma esperança muito grande, certamente eu não acredito que vá viver em um mundo muito melhor do que o atual. A geração atual (e quem sabe mais umas três ou quatro pra frente) terá que se contentar a fazer de tudo para ao menos tentar construir as bases para que as sociedades futuras sejam menos desiguais e mais tolerantes.

Recentemente, Steven Pinker argumentou que, mesmo com todos os problemas,  o mundo nunca foi um lugar tão seguro para viver. Por meio de estimativas e dados estatísticos, Pinker pretende desconstruir a noção de que o século XX foi o mais violento da história, descartando-a como um erro de percepção. Segundo ele,

As estimativas que temos sobre as mortes nos séculos anteriores, quando calculadas como uma proporção da população mundial daquele período, mostram que pelo menos nove atrocidades anteriores ao século XX parecem ser bem piores que a Segunda Guerra Mundial. Estamos falando do colapso de impérios, das invasões de tribos montadas, do tráfego de escravos e da aniquilação de povos nativos com inspiração religiosa. Nessa lista, a Primeira Guerra Mundial nem está entre os dez eventos de maior mortalidade da história.

Todavia, Pinker chama a atenção para um problema no final da entrevista concedida à Revista Veja. De acordo com ele,

a violência deva aumentar no futuro próximo. A história mostra que mudanças culturais e sociais, crises econômicas, novas ideologias e tecnologias podem incitar guerras, conflitos, rebeliões e enfurecer determinados grupos sociais. Mas sou otimista em relação ao fortalecimento dos períodos de paz depois de surtos de violência extrema. Os períodos de paz tendem a ser cada vez mais longos e duradouros.

Diante disso, vem à minha mente a reflexão dos versos que iniciam este post. Cabe apenas a nós, Homo sapiens, garantir a viabilidade do nosso futuro, que como já argumentei em um dos meus textos mais antigos, está mais sujeito a sofrer as consequências de seus própios atos do que o restante da natureza.

Há esperança, entretanto, faz-se necessária a união. Juntos, nós nos mantemos de pé; divididos, cairemos.

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