Dê as costas para a Igreja Católica Apostólica Romana

Não escondo de ninguém o quanto eu abomino certas instituições. E uma delas, talvez a principal, é a Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR).

É, aquela mesma, sediada no Estado da Cidade do Vaticano, o qual constitui a menor teocracia do mundo, e chefiada por um sujeito que se considera o representante de um deus na Terra, o Papa.

De antemão já deixo claro que, a priori, nada tenho contra os representantes e/ou os fiéis dessa instituição.

Contudo tenho, sem dúvida, muitas ressalvas a várias atitudes e declarações de alguns sacerdotes, cito o exemplo das imbecilidades escritas pelo padre Luiz Carlos Lodi da Cruz, presidente da Associação Pró-Vida de Anápolis, que escreveu o preconceituoso e discriminatório texto “Desconstrução da heteronormatividade (para não dizer destruição da família)”, um artigo carregado de falácias devidamente combatidas no texto “O show de falácias do padre “pró-vida” Luiz da Cruz“. Outro exemplo que posso citar é o texto cretino de um tal padre Robson de Oliveira Pereira, intitulado “A religião nos revela quem somos“, cujo teor é, no mínimo, prepotente ao afirmar que “junto à falta de fé está a marca indelével da perda de identidade, da desintegração emocional e por fim da deturpação da própria realidade. A pessoa incrédula fica perdida em um espaço sem limite e sem forma.”. Ora, quanta pretensão! Como bem disse a Rayssa Gon em sua nota ao post do Bule Voador “Segundo padre, ateus sofrem de ‘desintegração emocional‘”, “esse é o preconceito mais disseminado sobre os ateus (…) muitas pessoas realmente não entendem que é possível construir significados para a própria existência sem recorrer a um deus“, e o texto desse tal padre Robson só colabora com esse pensamento estreito.

Mas é claro que há atitudes louváveis. Para ficar em uma bem recente, lembro do bispo Manuel Edmilson Cruz, de Limoeiro do Oeste-CE, que recusou a Comenda de Direitos Humanos Dom Hélder Câmara, do Senado Federal, em protesto ao aumento dos vencimentos dos parlamentares no fim do ano passado.

Todavia, não quero perder o foco. O meu problema é com a instituição, a ICAR, que não só foi a responsável por inúmeras atrocidades ao longo da história (lembra da Inquisição? Das Cruzadas? E da associação com o nazismo?), mas que continua a destruir vidas por todo o mundo, haja vista o numero de denúncias de pedofilia envolvendo sacerdotes, que se por um lado são atitudes individuais, por outro geram o sistemático acobertamento dos casos pelas cúpulas da ICAR ao redor do mundo, conduta perversa e criminosa.

A ICAR é ainda cúmplice do preconceito, da discriminação e do retrocesso no que se refere a sexualidade humana, em especial o direito dos homossexuais. Leia, por exemplo, o item 6 “Não pecar contra a castidade” do artigo intitulado “Os Dez Mandamentos” do site “Catequese católica” (cuidado! link com música de fundo irritante e ridícula), se tiver estômago, terá a oportunidade de ler trechos como: “Há ainda, dentro deste mesmo pecado, coisas como a masturbação, a fornicação (sexo antes do casamento religioso), a pornografia (exibição pública dos atos sexuais), a prostituição, o estupro e a homossexualidade.”. Vejam só, tirando o estupro (que é obviamente algo hediondo, porém sistematicamente acobertado pela ICAR quando praticado por seus sacerdotes), o que há de mal nas outras coisas da lista? Não são apenas atitudes de cunho pessoal, e como tais devem ser ponderadas individualmente sem a intermediação de padres, bispos e cardeais? Não há como negar que a ICAR tem a fama (justíssima) de querer impedir avanços sociais em áreas como, por exemplo, a união de casais homossexuais.

Entretanto, nem tudo está perdido.

Em recente notícia do Estadão vemos que, felizmente, nem sempre as pessoas que se consideram católicas seguem as bobeiras pregadas pelos representantes da ICAR, principalmente no que se refere à sexualidade. Segundo a reportagem, “A Igreja prega uma coisa e os católicos fazem outra, sobretudo na área moral, quando entra em jogo a sexualidade. Não é só o aborto, mas também questões como controle de natalidade, sexo antes do casamento, segunda união de descasados e inseminação artificial. A doutrina continua inalterada nas normas de documentos oficiais, mas no foro íntimo a situação muda.” O padre João Batista Libânio, teólogo, afirma que há uma diferença entre o que instituição fala e o que os católicos praticam (a meu ver, uma feliz diferença), e completa: “Para a maioria dos jovens, sexo não é problema moral, não consideram pecado o que se proíbe“. Um outro representante da ICAR, o padre Cleto Caliman, assessor da CNBB, exemplifica que “no caso da pílula anticoncepcional, ninguém pergunta ao padre se é proibida, um sintoma da secularização dos fiéis que fogem das regras religiosas“, ainda bem! Fico feliz em saber que as mulheres que usam métodos contraceptivos são mais sensatas (e por que não dizer, mais inteligentes) que a cúpula da ICAR e o Papa atual, Joseph Ratzinger (ou Bento XVI), que em recente documento voltou a condenar esse avanço da humanidade.

E claro, não posso deixar de citar o grupo “Católicas pelo direito de decidir“, as quais, apesar de se declararem católicas, vão na contramão do que diz o poder central da ICAR em assuntos como a luta pelo direito das mulheres ao aborto legal e seguro.

Então, caro leitor, antes de bater no peito e dizer com orgulho “Eu sou Católico Apostólico Romano”, pare, pense (não dói… muito), reflita e me diga:

– Você tem algo contra a união de casais homossexuais ou contra a homossexualidade em si?

– Você é contra a utilização de métodos contraceptivos e/ou de prevenção às DST’s?

– Você considera o sexo antes do casamento “errado”?

– Você acha o divórcio “errado”? E o casamento de pessoas divorciadas, você também é contra?

– Você é contra todo e qualquer caso de aborto, inclusive aqueles atualmente permitidos em nosso legislação (como no caso de estupro)?

– Você considera a masturbação “errada”?

– Você é contra as pesquisas com células-tronco embrionárias?

– Você considera que o papa é “infalível” e possui “supremo poder sobre toda a igreja“, inclusive em matéria de costumes?

E por último, uma pergunta final:

– Após refletir sobre esses pontos (e sobre muitos outros) você ainda se considera “Católico Apostólico Romano” com orgulho?

66 Respostas para “Dê as costas para a Igreja Católica Apostólica Romana

  1. Vc é um ogro infeliz e decrépto, a favor de todo tipo de sujeira e imoralidade vergonhosa, some da humanidade, lixo humano nao faz falta, porco depravado. Porque ao invés de atacar a Igreja Católica vc nao vai fazer alguma coisa da sua porra de vida inútil? Animal!

  2. kkkkkkkkkkkkk

    E aí, deixo o comentário do troll ou apago?

    Acho que vou deixar pra poder rir de vez em quando…

    (mas se encher o saco mudo de ideia rapidinho)

  3. Bacana a reflexão, Alex. Há muito que combato e ICAR, embora não possa dar as costas para sua existência – e como eu adoraria! Enquanto ela obstar meus direitos civis e de outras parcelas da população, insistindo em imiscuir sua esfera de atuação (teológica) com as demais, será necessário repudiá-la, condená-la publicamente e rebatê-la também em público. Abraços.

  4. Valeu, Luiz!

    Mas o “dar as costas” não é pra nós, que a combatemos, mas sim para aqueles que ainda se veem ligados umbilicamente a ela, principalmente aqueles que não concordam com quase nada que ela e seus representantes defendem (e atacam), porém continuam com o característico comportamento de ovelhas…

    Abs

  5. oi alex, tudo bom ?

    primeiro: o post está otimo. muito bem equilibrado e ponderado. informativo. parabens.

    segundo: porco depravado foi o melhor dos xingamentos recebidos. eu não sei vc, mas eu costumo dar gargalhadas quando me xingam na internet. infelizmente nunca fizeram isso com tanta maestria quanto esse troll aí de cima. parabens de novo. (serio)😄

    terceiro e ultimo: eu até entende q a ICAR, por ser mais antiga e tradicional, tenha sido o alvo do post. mas vale ressaltar q os reformados não estão longe disso daí, não.
    eu sei q vc sabe disso, claro. mas nunca é demais ressaltar.
    😉

    da-lhe!

  6. Ei Rayssa,
    valeu pelo retorno🙂

    sobre o troll, mantive o comentário exatamente pra poder rir de vez em quando, eu gostei mais do “ogro infeliz e decrépto”, me senti um personagem de Senhor dos Anéis ou Harry Potter :p

    E sobre seu terceiro ponto, resolvi focar na ICAR por ser uma instituição única… se fosse abrir pra falar dos reformados, ia virar uma bagunça, dada a pluralidade de denominações, mas concordo com vc.

    Abs

  7. Muito bom, meus parabéns!!!

    Concordo com a Rayssa no seu comentário sobre os reformados e entendo o motivo de nao inclui-los no artigo.

    Porem nao pude deixar de notar a parte de “Catolicas pelo direito de decidir”. Ainda que posso ficar contente com esse tipo de movimento nao consigo entender.

    Os catolicos baseiam sua fê nos ensinamentos da bíblia. Entao vc concorda e é catolico ou nao concorda e nao é catolico. Nao é o tipo de coisa que podemos fazer tipo num clube que podemos mudar por votaçao pra uma coisa mais social ou mais esportiva ou pra fazer compras conjuntas segundo passe o tempo e as pessoas que se associem.

    É uma instituição baseada nessas premissas do livro e construída em cima dele. Nao da pra mudar. É como se um jogador do clube X quisesse jogar pra esse clube mas com a camiseta do clube Z. Ou vc bota a camiseta do seu clube ou joga em outro.

    É meu ponto de vista.

  8. nanopuntouy,

    confesso que tb tenho dificuldade em entender como funcionam essas contradições nas cabeças daqueles que insistem em declararem seus catolicismos, irem a missas, comerem a bolachinha com vinho, porém, qdo lhes é interessante, deixar de lado o que o padre, o bispo ou o papa dizem…

    Sem contar os tais “católicos não praticantes”, denominação que me provoca riso quando ouço sair da boca de alguém…

    Acho que fica mais na questão da tradição cultural, no sentimento de pertencimento a um grupo, na ideia de que tem que ter alguma religião pra expor pro mundo, mesmo que não siga 90% do que tal religião prega…

    Mas, de qualquer forma, sempre insisto que prefiro 1000 moderados contraditórios a 1 fundamentalista coerente…😉

  9. Valeu, Mário!

    Abração!

  10. Ótimo! Enfim, um pouco de lucidez na web!

  11. Grande Alex, bom dia.

    Sei que estou um pouco atrasado, mas estou visitando seu blogue apenas para dar um alô.

    Parabéns pelo texto. Mesmo matendo sua opinião geral bastante crítica diante da Igreja Católica – opinião, que em partes, não concordo- é bastante ético ao comentar as várias correntes dentro da ICAR !

    Parabéns

    André

  12. Valeu pela visita, André.

    Pra vc ter uma ideia, minha visão crítica (e bem ácida🙂 ) sobre a ICAR vem de muito (muito mesmo) antes do meu ateísmo…

    Tendo sido criado em uma família majoritariamente “católica não praticante”, nunca tive problema em criticar pesadamente a ICAR, o papa, cardeais, bispos e padres, quando estes “mereciam”, a meu ver, alguma crítica, seja por atos, seja por palavras… Mas não tinha a correspondência de pessoas que eu sabia (e sei) que não pensavam muito diferente de mim…

    Exemplo prático e simples: pessoas que vivem vidas como se a ICAR não se pronunciasse em coisas como a vida sexual das pessoas (como as da pesquisa do Estadão), que têm vidas sexuais ativas e saudáveis (inclusive fora de relacionamentos estáveis), que não veem nada de errado na homossexualidade, que não veem nada de errado em métodos contraceptivos e de prevenção a DST’s, etc… mas que são incapazes de condenar declarações oficiais da ICAR, e se sentem ofendidos qdo alguém (eu) critica…

    Abraço.

  13. ORA VEJA TANTAS COISAS PARA VC FAZER EM PROL DA HUMANIDADE E VC FICA PERDENDO SEU TEMPO FALANDO MAL DE DEUS E DA BIBLIA SE VC É INTELIGENTE TANTO QUANTO PARECE JA DEVE TER LIDO A BIBLIA PARA FALAR E MOSTRAR SUA OPINIAO CONTRA OS MANDAMENTOS DE DEUS. GOSTARIA DE PEDIR A VC QUE EM VEZ DE TANTAS FALACIAS CONVOQUE AS PESSOAS PARA LIMPAR OS RIOS DE SUA CIDADE, DISTRIBUIR SOPAO PARA OS FAMINTOS E PEGAR O LIXO QUE COM CERTEZA VC JOGA NA RUA E SE NAO JOGA PEGUE OS DOS OUTROS SO ASSIM VC SERA UTIL PARA VC E PARA A HUMANIDADE.
    A COMUNIDADE CATOLICA POR PIOR QUE SEJA SEGUNDO VC FAZ ISSO E VC O QUE FAZ?

  14. Caro troll RUI,

    vc me conhece pra saber o que eu faço ou deixo de fazer?
    Acho que não, né?

    E vai pesquisar sobre o termo “falácia”, apenas jogá-lo ao ar não quer dizer nada. Depois, se quiser (e puder), aponte onde há falácias no texto.

    Me diga, o que tem a ver eu escrever um texto (que não me levou mais do que 15 minutos) com qualquer outra atividade da minha vida? Vc acha que escrever um texto criticando uma das mais horrendas instituições que já existiram me atrapalha a realizar bons atos?

    Se é assim que sua cabeça funciona, só tenho a lamentar e sugerir que vc procure tratamento psicológico ou psiquiátrico.

    Passar bem.

  15. olá amigo,
    boa noite!
    lí seu texto, e quero primeiramente lhe desculpar, mas venho aqui expressar a minha opinião de infelicidade.
    quero dizer que você foi um tanto muito rude em falar no nome de Deus desta maneira tão depravada. Se vc é ateu, tudo bem, que sejas assim!… mas não tem o direito de desperezar a nosso Deus desta maneira, querendo construir uma ideia propria de que as coisas acontecem por acaso… pois desse jeito você estará faltando com respeito ás pessoas que crêem em nosso pai, inclusive a mim.
    …Uma coisa que me deixou triste aqui, foi ter visto você falar mal do Padre Robson, uma pessoa que só promove o bem ao próximo, ajuda as crianças, tenta passar ás pessoas os bons modos, fazer com que cada um respeite mais ao proximo e a si mesmo.
    Você já viu os milhares de testemunhos sobre as graças recebidas das pessoas que crêem em Deus assistindo a novena que o Padre Robson apresenta todos os dias ? creio que não né! , agora lhe pergunto :
    Vc acha que estas testemunhos são falsos ? pois conheço pessoalmente pessoas que receberam muitas coisas boas em suas vidas após terem conhecido a novena dos filhos do Pai eterno, e que antes disso só pensavam que morrer seria a única saída.
    Por isso acho que seria mais modestiamente respeitavel você não colocar esse tipo de crítica aqui na internet, e guardar essa conclusão apenas para você mesmo.

    Tenha um bom dia amigo, um abraço!

  16. Boa noite, Guilherme Chavisa.
    Primeiro, gostaria de lhe dizer que vc não precisa pedir desculpa por expor sua opinião. Como eu digo na página de apresentação do blog: “Assim como eu colocarei aki minhas opiniões, todos são livres para fazerem o mesmo.
    Sintam-se à vontade para elogiar, criticar, concordar, discordar, etc.”

    Toda opinião pode ser exposta, a minha e a sua. Mas nenhuma está a salvo de críticas, nem a minha, nem a sua, nem a de ninguém

    Vamos lá.

    Vc escreveu:“quero dizer que você foi um tanto muito rude em falar no nome de Deus desta maneira tão depravada.”

    Ou vc não leu o texto com atenção, ou teve dificuldade de interpretá-lo… eu quase não cito (se é que cito alguma vez) algum deus nesse texto. Minha crítica foi dirigida à Ig. Católica.

    Vc escreveu:“mas não tem o direito de desperezar a nosso Deus desta maneira, querendo construir uma ideia propria de que as coisas acontecem por acaso”

    Primeiro, eu tenho, sim, o direito de desprezar um ser imaginário. Se vc acredita nesse amigo invísivel, não tenho nada com isso. Mas ninguém tem o direito de me impedir de falar o que eu quiser. No mais, vale a mesma resposta acima. Eu não toquei nesses assuntos que vc citou na frase destacada. ou não leu meu texto ou não soube interpretar.

    Vc escreveu: “pois desse jeito você estará faltando com respeito ás pessoas que crêem em nosso pai, inclusive a mim.”

    Outra bobagem. O fato de eu criticar uma crença ou uma religião não é motivo para que as pessoas que acreditam nisso se sintam ofendidas. Isso é besteira. Se eu te ofender diretamente, tudo bem. Mas se vc se sente ofendido por uma crítica à religião que vc segue ou aos deuses em que vc acredita, não posso fazer nada. Só lamento.

    Vc escreveu: “Uma coisa que me deixou triste aqui, foi ter visto você falar mal do Padre Robson”

    Novamente não soube interpretar um texto simples. Eu não falei mal dele. Eu disse que o texto dele é cretino e prepotente, e expliquei o porquê. Especificamente o trecho que destaquei do texto dele é uma coleção de falácias, preconceitos e ideias discriminatórias. Não retiro uma vírgula do que escrevi.

    Bom, depois vc começa a pregar, falar em graças recebidas, novenas… aiai… tá bom, viu? E me pergunta “Você já viu os milhares de testemunhos sobre as graças recebidas (…) Vc acha que estas testemunhos são falsos?”

    Vc realmente vai querer me convencer que essa novena opera milagres a torto e a direito?
    Evidências dessas alegações, tem? Estudos que comprovem que as alegadas curas foram devidas às novenas, tem?
    Não, né?
    Imaginei…

    Vc escreveu: “Por isso acho que seria mais modestiamente respeitavel você não colocar esse tipo de crítica aqui na internet, e guardar essa conclusão apenas para você mesmo.”

    Bom, opinião bem prepotente a sua… Que cara de pau de vir aqui no meu blog e querer me censurar. Só rindo mesmo…

    Entenda uma coisa. Vivemos em um país livre, eu posso falar o que quiser, criticar o que eu quiser, escrever o que eu quiser. Eu não tenho que guardar nada pra mim… não sei de onde vc tirou tamanha besteira…

    Da mesma forma que vc pode vir aki e expor sua opinião. Viu como é simples?

    Reforço cada linha do meu texto: A Igreja Católica Apostólica Romana é corrupta, perversa, autoritária, misogina, homofóbica e criminosa.
    O Papa, como chefe dela, tem os mesmos atributos.

    E apesar de não ser tema do texto, reafirmo que não tenho problema nenhum em criticar um “fantasmão amorfo” imaginário que algumas pessoas resolveram adotar como divindade particular.

    Tenha uma boa noite, um abraço e não te conheço, portanto, não sou seu amigo 🙂

  17. Pingback: Igreja Católica Tem Déficit de Aprendizagem « No Lado Escuro da Lua

  18. mais um infeliz e sem mais nada para fazer que não acredita em no nosso senhor e que quer aparecer ai na internet para fazer papel de falso moralista e que quer chamar atenção de outro inutil para acreditar na porcaria de ideia que defende: duvidar e falar mal de deus : (
    só li o resto do texto porque vi que vc mencionou o nome do padre robson e do “texto cretino e preportente” , pois tbm assisto a novena do divino pai eterno como o moço ai emcima citou e vc realmente falou mal do padre robson sim senhor!!! “texto cretino” vc com certeza está faltando com respeito escrevendo dessa forma.
    olha só colega, o que vc faz com o dinheiro que ganha com seu trabalho (se trabalha) ?? já pensou em pegar um pouquinho desse dinheiro que vc com certeza gasta em festinhas sexuais particulares ou viajando pra lá não sei aonde. e dar pelo menos um pouquinho para uma instituição necessitada como um azilo, creche, hospital ? ou até mesmo ajudar a limpar sua cidade, distribuir sopa para os pobres como o outro moço lá em cima disse ? eu acredtio que ñ será possivel né ? as coisas materias desse mundo são mais importantes do que querer acreditar em deus que é o unico que pode lhe acolher e lhe fazer entender o pq estamos aqui neste mundo né ??
    aff : – /

    • Prezada Debora19 ( deborahtorres1992@gmail.com; 189.15.60.244),

      antes demais nada, agradeço sua visita.

      Isso posto, vamos lá.

      1º – Não duvido de seres imaginários, pois não há do que duvidar. E falo mal de qualquer personagem ficcional que eu quiser, afinal, este blog é um espaço privado. E quem parece não ter mais nada pra fazer é vc, uma vez que resolveu entrar aqui para falar um monte de bobagens.

      2º – Veja que não emiti juízo sobre a pessoa do padre Robson, apenas disse que o texto dele é cretino e prepotente. E isso é mesmo. Um dos piores textos que já li na vida. Não gostou da minha opinião? Problema seu.

      3º – Sim, eu trabalho (não que isso seja da sua conta), e faço um ótimo uso do meu dinheiro (coisa que também não é da sua conta). Fico impressionado como vc pode afirmar com tanta certeza o que eu faço com minha grana, sendo que vc nem me conhece. Cheira-me a prepotência.

      4º – Se vc precisa acreditar em um fantasmão amorfo misógino, homofóbico, genocida, assassino, paranóico, invejoso e ciumento para ter sentido na sua vida, sinto munto por vc. E pior, se precisa de uma instituição patética, decadente, acobertadora de pedófilos para mediar suas ilusões, realmente, só lamento por você. Felizmente eu não preciso de tais ilusões.

      Quer saber por que estamos neste mundo?
      Ora, para viver. Viver felizes e livres, sem as amarras de religiões, sacerdotes e seres imaginários.

      Passar bem.

  19. passar bem ? muito obrigada! estou ótima e passando muuuuito bem!
    pois é coleguinha!! vamos por partes pois pelo visto você não tem respeito é por ninguem mesmo, pois para postar um texto destes na internet falando mal do padre robson e do proprio senhor, é muita cara de pau mesmo falar que o texto dele é cretino,,, mas infelizmente é isso que esperamos de ateus ignorantes e que ainda tem uma grande cara de pau!!
    o problema é meu sim ? é verdade!!! é meu e de mais um monte de pessoas que devem ter ficado mto tristes e com raiva de vc por terem lido este post neste site.
    quanto ao seu dinheiro, vc não respondeu a minha pergunta: se pega um pouco dele e doa para alguma obra carente. realmente não é do meu interesse saber o que vc faz, até porque nem me interessa nem um pouco em saber qual seu papel aqui neste mund, mas pelo seu jeito de responder aos outros e seu tom de defesa já dá pra que tipo de gente deve ser vc.
    e sobre o que vc disse a respeito de nosso senhor “fantasmão amorfo misógino, homofóbico, genocida, assassino, e blablabla, ele é realmente uma ilusão para pessoas como vc que nem sabe o porque que este planeta existe e não tem perspectivas de para explicar os grandes misterios da humanidade, pois caso alguem lhe pergunte algo sobre mesmo, vc com certeza irá responder simples assim: NÃO SEI!!!
    ok, nós estamos aqui então para vivermos felizes sim, mas será que todos viverão sempre felizes com as infelicidades que está onde quer que estejamos ?
    boa noite!!!

  20. Olá Debora19,

    1- não sou seu coleguinha.

    2- vou repetir, pois parece que vc não entendeu. Não falei mal do padre Robson. Falei mal do texto dele, que é falacioso e mau escrito, e por isso o considerei um texto cretino, além de ter um conteúdo prepotente. (e vc parece ter ignorado que elogiei um outro representante da ICAR. Criticar quem merece ser criticado e elogiar quem merece elogios).

    3- vc continua, a exemplo do comentário anterior, me ofendendo, enquanto o que eu fiz no meu texto foi criticar textos, posturas e opiniões. Percebe a diferença?

    4- quem ficou triste ou com raiva por ler meu texto tem a opção de não voltar para ler outros, tem a opção também de escrever do que não gostou (como vc está fazendo), mas isso jamais será motivo para eu deixar de escrever o que eu penso.

    5- Não que seja importante para a discussão que o texto levanta, mas se quer tanto saber, sim, faço algumas doações de forma sistemática, procurando sempre instituições idôneas nas quais posso confiar em certa medida, e veja só, algumas até têm cunho religioso.

    6- se vc é capaz saber “que tipo de pessoa eu sou” só pq discorda do que escrevi, bom, não tenho muito a falar disso, apenas que vc tem dado demonstração de ser bem preconceituosa.

    7-sobre seu penúltimo parágrafo, não há muito o que comentar tb. Se vc preenche as lacunas do seu conhecimento com uma figura mitológica, não se preocupe, vc não está sozinha. Mas eu prefiro buscar minhas respostas naquela área do conhecimento humano que tem feito nossa vida cada vez melhor, a ciência. Procure se aprofundar na biologia, na astrofísica, na física, na química, na geologia, etc…
    8- Infelicidades sempre existiram e provavelmente sempre existirão… e muitas delas por culpa de religiões, dogmas, doutrinas absurdas. A crença no seu fantasmão amorfo não ajuda em nada.

    Mas divagamos… se quiser debater o conteúdo do texto, fique à vontade. Se continuar de blablabla sem sentido, não faço muita questão de liberar seus comentários.

    Bom fds.

  21. Se tudo que eu acredito: Deus, Jesus Cristo, Nossa Senhora, Céu e inferno for mentira, no final da minha vida eu só vou ter ganho coisas indo a igreja, fazendo amigos, ajudando as pessoas que precisam (seja com alimento, roupas ou emocionalmente). Já tu, vai perder TUDO! Tudo mesmo .. e via passar a eternidade no inverno. Vou rezar por ti. Abração!

  22. “Já tu, vai perder TUDO! Tudo mesmo .. e via passar a eternidade no inverno.”

    Ah, o amor cristão… Não é lindo?🙂

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    • Lindo mesmo! Até me emociono, hehehe…

      Agora que eu vi, o cara disse que vou passar a eternidade no “inverno”… bom que não preciso econimizar pra passar férias em Bariloche e dar uma esquiada na neve… é só esperar pra depois que eu morrer.🙂

  23. Acredito em Deus e em nenhum momento entendi esse texto como uma crítica a Ele. Na verdade, concordo plenamente com tudo que você escreveu.
    Nunca li um texto tão infeliz quanto o do padre Luiz Carlos, já que em minha opinião, família é um grupo onde existe carinho e amor independente da sexualidade de cada um.
    A Igreja condena o aborto por considerar um assassinato, mas quem é ela para falar em assassinato quando já matou tantas pessoas inocentes em nome de Deus? Como podem ser contra o uso da camisinha sendo que (depois do celibato, é claro) essa é a única forma de evitar a Aids por contato sexual? Como a Igreja pode condenar a pedofilia, sendo que acoberta os casos praticados por quem faz parte dela? Como ela pode dizer que é fiel à Deus se não pratica o maior de seus ensinamentos:” Ame ao próximo como a ti mesmo”?
    Quero dizer, fala sério!!! Eu creio em Deus, mas não sou cega!!!

  24. Pois é, Mandy.

    Vc pegou bem o objetivo principal do texto.

    Mesmo quando eu ainda acreditava em algum tipo de divindade, nunca engoli a Igreja Católica (na verdade, nenhuma igreja, pois pra mim todas as igrejas cristãs são farinha do mesmo saco, umas piores que as outras).

    Mesmo antes de ser ateu, minha visão de religiosidade era meio independente, algo próximo ao deísmo, mas sempre tive horror a religiões organizadas em geral.

    Obrigado pelo comentário, Abraços e volte sempre.

  25. VC NEM IMAGINA O QUE TE ESPERA!!!!!!

    DEUS TENHA MISERICORDIA DESSE….

  26. realmente tenho pena de você colega, maria vai com as outras e subestimador !!! seja mais humilde e solidário, coisa que duvido muito que seja.
    e cá entre nós…vai fazer essa barba, tá ridículooo ! e uma plastica tambem pra melhorar essa sua cara, esse chapelzinho e essa roupa de detetive não combina com você !!!! kkkkk acho que vc fica melhor é de pijama !!! kkkkkkkkkk

    • uhauahuahauhahau

      mas uma pra me fazer rir!

      eu, “maria vai com as outras”???? Por que? Será que você poderia me dizer, Sr. Bia? Quem é que segue como ovelhinha em movimento de rebanho tudo o que qualquer padreco fala por aí? Te garanto que eu é que não sou.

      Solidário eu sou bastante (não que isso te interesse), e humildade não é virtude, mas sim a expressão de certo complexo de inferioridade.

      Vc não viu como está a barba agora, bem mais “ridícula” (não que isso te interesse), e o chapeuzinho e a roupa são de estimação… mas o que é que isso tudo tem a ver com o texto mesmo? nada, né?

      Já não bastasse os idiotas costumeiros, agora começa a parecer uma que interessa mais em xingamentos pueris do que discutir com educação.

      que merda…

  27. Bom dia Alex.
    Somente podemos tecer comentários daquilo que conhecemos profundamente. Percebo que vc não conhece de Deus o suficiente e também não conhece a ICAR. Como em qualquer Instituição, seja Pública ou Privada, Comercial, Industrial ou Religiosa haverá sempre pessoas que a representam (boas e más). Porém, isto não tira o mérito positivo daquela organização. Quanto a Deus, percebo que o seu pequeno conhecimento está voltado para o Iluminismo. Onde o homem passou a acreditar apenas naquilo que ele conseguia provar (ciência humana). Entretanto, se vc perceber, ou se atualizar um pouquinho mais, irá perceber que a própria Psicologia contemporânea já admite (têm uma linha) a existência da Divindade (Deus), no processo existencial de todos nós seres humanos. Sua revolta com a ICAR vem de suas leituras dos textos de 1º e 2º grau (hoje, ensino fundamental e médio), talvez até mesmo dos ensinos da Faculdade. Não se rebele porque leu aquele texto escrito por Historiadores da Ciência humana. A Bíblia também foi escrita por seres humanos de outras épocas. Enfim, prefiro acreditar no texto bíblico em detrimento de qualquer outra escrita ou interpretação acalorada de egoísmo e/ou ateísmo.
    Segundo Jesus Cristo, todo ser humano na Terra irá conhecer Deus, porém, nem todos serão “salvos”. E mais, somente a duas formas de vc conhecer Deus: Ou pelo o amor ou pela dor. Pelo forma que vc escreve e demonstra seu entendimento de espiritualidade, vc me induz a acreditar que vc irá aproximar-se de Deus pela dor. Ou seja, ainda irá acontecer algo especial em sua vida que te fará acreditar em Deus.
    O “Espiritismo” Alan Kardek, através do estudo da “Reencarnação” pode te ajudar muito nisto.
    Não sou contra a algumas verdades que vc cita sobre o passado triste da ICAR (indulgências, etc). Porém, não ignore e nem fique longe de Deus por conta do passado da ICAR – não justifique sua falta de Fé nas atitudes de algumas pessoas indesejáveis que passaram pela ICAR.
    Sou católico de batismo e espírita de convicção e Fé em nosso bom Deus, que tudo pode naquele que Nele crer.
    Abraço a vc.
    Fiquem todos com Deus.

    • oi SILCAR,
      aparentemente vc, assim como outros acima, nao foi capaz de fazer uma interpretacao basica do meu texto.
      O fato de eu nao acreditar na existencia de quaisquer dos deuses ja inventados pela imaginacao humana nao tem absolutamente nada a ver com as criticas que eu tenho sobre a ICAR e sobre alguns de seus representantes (e friso, como ja fiz no texto, que tenho sim alguns elogios a alguns membros de algumas instituicoes religiosas, mesma postura que eu teria caso estivesse criticando um patido politico ou uma outra instituicao quaquer).

      Alem disso, achei interessante vc achar que tem condicoes de avaliar a minha descrenca baseado em tao pouco conhecimento sobre as bases de minhas conviccoes filosoficas. O meu ateismo e fruto de muita reflexao e um bocado de estudo, e nao de raivinha ou revoltinha com uma determinada instituicao religiosa ou um ser imaginario protagonista de contos de fadas.

      E ja que tocou no assunto: informo que tenho um bom conhecimento do espiritismo kardecista, tanto por ter convivido durannte alguns anos com praticantes dessa religiao, como por ter lido o “livro dos espiritos”, o “livro dos mediuns”, partes do “evang. segundo espiritismo” e “genese”, e sinceramente vejo muito pouca diferenca praica entre essa religiao e as outras. Todas carecem de bases evedencias que me convencam de suas “verdades”.

      Termino com uma dica: procure seguir o mesmo conselho com o qual vc comecou seu comentario. Dizer que a psicologia comeca a apresentar evidencias que suportam a existencia de uma suposta divndade e simplesmente mentira (ou ignorancia). No maxima podem estar surgindo evidencias que explicariam por que o ser humano parece ter a tendencia de acreditar em fantasias e lendas, mas isso de forma alguma advoga a favor da existencias de quaisquer entidades inventadas, sejam deuses, fadas, demonios ou espiritos.

      abraco

      P.S: peco desculpas pela falta de acentos, nao tenho esse recurso pois estou utilizando em e-reader.

  28. Olá Alex.
    Tudo bem quanto a sua crença ou descrença. Como leitor e até conhecedor do espiritismo, vc deve saber que Religião a gente não se deve discutir. Jesus fez isso várias vezes não discutindo com quem não estava preparado para a evolução que Ele já propunha naquele tempo. Ele tentava mostrar os ensinamentos de Deus (Nosso Pai poderoso e soberano). Porém, a 2.000 anos atrás milhares de pessoas não foram capazes de compreendê-lo. E, infelizmente, nos dias atuais vemos que a falta de compreensão continua da mesma que a 2 milênios atrás. Basta olhar o nível de violência e ganância em nosso cotidiano. Muitas, mas muitas pessoas pessoas mesmo ainda não compreenderam o Poder de Deus. E vc, infelizmente ainda não foi capaz de compreender a maravilha que é ter uma Fé pura, acreditar nas bençãos de Deus.
    Vc já parou para pensar no que seja o processo de início da vida de um bebê no ventre de uma mulher? Ou vc acredita que é tão simplesmente o encontro de Espermatozoide e um Óvulo? Não. Nem os médicos mais estudados sabem decifrar a beleza do fundamento inicial de uma vida (o sopro da vida vem de Deus). Os cientistas sabem que existe, mas não conseguem comprovar. Deus é assim, existe mas vc não pode ver, não podemos tocá-lo, apertá-lo. Por exemplo, a sua vida, ou seja o ar que vc inspira e expira é a prova viva de Deus em sua vida. Deus é semelhante ao vento, vc sente mas não sabe de onde ele vem, nem para onde vai, mas precisa dele para respirar (oxigênio) senão vc morre (desencarna).
    Acredito que vc deve ter motivos e/ou decepções muitos fortes p/ não aceitar a existência de Deus. Talvez aspectos culturais, descrença por algum fato, etc. Mas isto são detalhes. O importante é vc seguir a vida fazendo o “bem”, e isto já é uma grande prova da existência de Deus em sua vida. Pelas suas palavras pode-se perceber que vc é uma pessoa de “bem”.
    Conforme eu iniciei que a gente não deve discutir religião, não farei mais contato para este fim, pois Jesus nos ensinou que não devemos afrontar uns aos outros, mas sim, “Amar o próximo como a si mesmo”, e o primeiro mandamento que Jesus nos ensinou foi: “Amar a Deus sobre todas as coisas”. E Ele acrescentou: “Nem todo aquele de diz Senhor, Senhor, entrará no reino dos Céus”. E mais, Jesus também nos ensinou: “Com o mesmo rigor que julgares, também serás julgado”. Enfim, cabe a cada um de nós escolher o que achamos melhor. Porém, o julgo final pertence somente a Deus.
    Sinceramente, espero ter contribuído de alguma forma c/ vc, para que, pelo menos, vc se permita dar uma refletida sobre Deus puramente, independente de qualquer Religião. A qualquer momento Deus, em sua infinita bondade, está pronto para aceitar nosso arrependimento e perdoar-nos. Lembrando que blasfemar o nome de Deus é o pegado mais forte que podemos cometer. E a sansão de Deus é pesada para esta abonação. Ainda, hoje, agora, é tempo de refletir e compreender a beleza e bondade de Deus e aceitá-lo de forma definitiva em sua vida.
    Muito bom falar com vc e fique com Deus, e que Jesus te abençoe, sempre.
    A Paz de Deus esteja com vc.

  29. Oi SILCAR,
    ao contrario de vc, eu nao vejo qualquer problema em discutir religiao, da mesma forma com nao vejo problema em discutir politica ou qualquer outro assunto. A humanidade so progride intelectualmente quando se propoe a discutir o que quer que seja, mas e claro que do ponto de vista das religioes isso deve ser desestimulado, pois atraves do debate podemos por abaixo alguns dogmas impostos, por isso muitos religiosos adorem esse bordao.

    o resto do seu comentario nao passa de pregacao, pura e simples pregacao. e isso pra mim e completamente desinteressante e sem sentido.

    vou repetir pois parece que vc nao entendeu: nao ha revolta ou decepcao que tenha me levado a deixar de acreditar nas varias modalidades da mitologia crista, cheguei a essa conclusao por meio de um bocado de reflexao. nao sei qual a dificuldade em entender isso. simplesmente eu nao acredito na existencia da divindade que vc e a maioria da nossa populacao diz que acredita, da mesma forma que vcs nao acreditam na existencia das centenas de deuses que a maioria dos hindus, por exemplo, acreditam.

    abs

  30. Caro, Alex.
    Se deixarmos as “discussões” de lado, podemos seguir tranquilamente em nosso diálogo, desde que pautado em Deus. Vou te contar algo lindo em minha vida, talvez assim vc possa entender melhor Deus. Meu pai aos 83 anos teve um diagnóstico de câncer. Os médicos, especialistas, chegaram em mim, daquela forma suavizada para dizer-me que meu pai estava “desenganado”, que era muito difícil a situação. Foi muito difícil. Todavia, desesperei-me. Mas, eu que foi batizado na Igreja Católica; aos 8 anos fui para a Igreja Presbiteriana (evangêlica) e após os 25 anos de idade aproximadamente tornei-me espírita. Portanto, sempre tive Deus como a fonte maior de nossas vidas. Fé pura e inabalável. Diante o fato de meu pai, fui então a Romaria (cidade do interior de Minas Gerais) onde fica a Igreja Católica de Romaria (Nsa. Sha. da Abadia) e fiz um “Voto” para meu pai. Ah! Já recebi diversas graças lá. Porém, esta foi a última graça alcançada e que me deixou mais forte ainda em minha crença em Deus. Faz 2 anos este fato. Hoje meu pai está curado de um câncer aos 83 anos de idade. Os médicos não acreditaram nos resultados. Claro. A ciência humana e as questões filosóficas desprovidas de conhecimento de Deus, soltas ai pelo mundo afora, estão muito além ainda dos verdadeiros poderes de Deus. Deus é isto caro Alex.
    Quanto a “pregação” que vc se referiu, não foi minha intenção, esta não há de forma alguma. Não sou pastor, nem padre e/ou possuo qualquer outro título religioso. Sou apenas um ser humano que já experimentei o poder e a graça de Deus em minha vida.
    Vc mencionou ser “desinteressante e sem sentido” para vc. Peço desculpas pelas palavras que o desagradou. Porém, percebo que o conteúdo te deixou sem palavras em função do aprofundamento do diálogo quando tocamos em questões mais profundas sobre Deus. Isso demonstra alguma fragilidade sua em enriquecer o nosso diálogo. Vc, fez como os médicos (silenciou/mudo) quando te perguntei sobre como inicia-se o processo da vida (sopro divino de Deus). Já perguntei isto para vários médicos, nenhum me respondeu. Apenas um médico que era espírita asseverou: “Isto é o poder de Deus”.
    Desejo que algum dia vc receba um milagre em sua vida e que vc conceba Deus em sua vida.
    Talvez algum dia vc ainda será um grande pregador e divulgador de Deus ainda. O futuro a Deus pertence.
    Forte abraço.
    Fique c/ Deus.

  31. Oi SILCAR,

    vc diz que não foi a sua intenção, mas infelizmente vc continua pregando e agora partiu pra outra estratégia: dar testemunhos. Cara, vc pode até não ser padre, pastor ou sacerdote de qualquer tipo, mas com certeza está no caminho certo🙂

    Não tenho qualquer intenção de dialogar “pautado em Deus”, pois caso vc ainda não tenha notado (o que eu acho difícil), eu não acredito em quaisquer deuses, inclusive aquele que se convencionou chamar apenas de Deus. Assim, ficaria algo bem sem sentido mesmo.

    Sobre o testemunho que vc apresenta de cura de um câncer do seu pai. Isso é o chamamos de “evidência anedótica”, apenas uma história particular que não prova absolutamente nada. Toda doença tem o que se chama de “taxa de remissão”, desde uma gripe até o pior dos cânceres, em alguns casos essa taxa é de 100% (um resfriado, por exemplo), e em outros é de 0% (esclerose lateral amiotrófica, por exemplo), e com alguns tipos de câncer não é diferente. Não há absolutamente nada de sobrenatural no fato de o câncer de seu pai ter entrado em remissão, mesmo que ele tenha 83 anos. Dependendo do tipo de câncer, pode ser algo até normal, ou pode ter sido um fato raro, porém, de forma alguma é algum tipo de comprovação de “milagre alcançado”. Milhares de pessoas por dia devem fazer peregrinações e promessas e oração e não as têm atendidas, caem doentes ou veem entes queridos caindo doentes. E daí? Isso tb não prova nada. Além disso, não se engane. Médicos tb erram! Se há uma coisa em que vamos concordar é que nenhum ser humano é perfeito (claro que achamos isso por motivos diferentes, vc provavelmente diria que “só o seu deus é perfeito”, já eu diria que perfeição não existe, pois é apenas um conceito criado por nós para se referir a algo idealizado). O que me leva a outro ponto.

    Se eu não abordei todos os pontos do seu comentário anterior, não foi por ter ficado “sem palavras”, mas por na hora estar digitando de um e-reader, o que não é nada fácil. Mas não vou fugir da sua pergunta, na qual vc escreve:

    “Vc já parou para pensar no que seja o processo de início da vida de um bebê no ventre de uma mulher? Ou vc acredita que é tão simplesmente o encontro de Espermatozoide e um Óvulo?”

    Sim, SILCAR, não há nada de sobrenatural nisso tb. Tudo começa com o encontro de um espermatozoide com um óvulo, seja entre dois humanos, seja entre dois chimpanzés, dois cães, dois gatos, dois canários, dois sapos, duas moscas, ou até mesmo a simples divisão de uma bactéria em duas. A reprodução e o desenvolvimento de um novo indivíduo é um processo natural semelhante em toda a natureza. Não há nada de “divino” nisso. Vc ainda escreve:

    “Nem os médicos mais estudados sabem decifrar a beleza do fundamento inicial de uma vida (o sopro da vida vem de Deus). Os cientistas sabem que existe, mas não conseguem comprovar.”

    Aqui vc mistura mentira com a sua fé particular. Cadê a declaração desses “médicos mais estudados”? E mesmo que fosse verdade, volto ao que disse anteriormente, e daí que eles acham o que quer que seja? Como disse anteriormente, médicos e cientistas são seres humanos normais, e como tais alguns carregam suas crenças e sua fé como quaisquer outras pessoas. Pode fantasiar o quanto quiser, mas a realidade nos diz que não há nada de “milagroso” ou “divino” no desenvolvimento de um embrião. É apenas biologia básica. União de gametas e seus genomas, divisão celular e em alguns casos implantação no útero e consequentemente as demais etapas do desenvolvimento do embrião-feto-bebê (se tudo der certo, claro). Fico pensando, será que pessoas como vc tb acreditam que há um “sopro divino de vida” em um teratoma? Afinal, durante os primeiros estágios do desenvolvimento não há diferenças entre uma mórula que virará um teratoma e outra que se desenvolverá completamente. Será que esse “sopro divino” tb se manifesta em embriões de sapos, peixes e pernilongos? E em bactérias e protozoários? E em plantas e fungos? Sério, não faz o menor sentido querer meter um deus em tudo aquilo que não entendemos completamente. Aí vc ainda vem com essa:

    “a sua vida, ou seja o ar que vc inspira e expira é a prova viva de Deus em sua vida.”

    Não. Nada mais longe da realidade. Apenas mais fantasia religiosa. A minha e a sua vida são apenas a consequência do metabolismo de dois organismos, dois primatas pelados que têm apenas uma coisa diferente dos demais animais da natureza: um cérebro altamente desenvolvido capaz de coisas inéditas nos bilhões de anos de evolução da vida na face deste planetinha insignificante.

    Abs

  32. Olá Alex.
    Te agradeço pelo espaço em seu blog.
    Deus é vida. Deus é cada pétala de rosa, cada átomo que dá vida, voz e nome a tudo, às galaxias e a todo o universo.
    Não somos meras “metamorfoses ambulantes” como já foi dito em determinada letra de música. Somos a imagem e a semelhança de Deus. Milagres existem, quer vc acredite ou não.
    Deus existe, sua existência é prova real disto.
    Caro Alex, não vou mais tomar seu tempo. Vou retirar-me silenciosamente. Acredito em Deus piamente.
    Vamos ai mundo a fora cumprindo nosso destino, cada qual com sua liberdade total de expressão e crença.
    Enfim, Deus é único e onipotente.
    Cf vc declarou que não deseja diálogo em base de “Deus”, finalizamos dessa forma, ou seja, não mais farei os contatos. Peço licença para tanto.
    Respeito seu livre-arbítrio, mas discordo de sua forma de conceber e perceber a existência de Deus.
    Abraço.
    Fique c/ a paz de Deus.
    Tudo de bom p/ vc – são meus votos sinceros Alex.

  33. Obrigado pelo convite de retornar quando quiser, caro Alex.
    O termo “infelizmente”, denotou para mim que vc estava apreciando positivamente a troca de informações. Talvez até apreendendo algum conceito, assim como também serviu para mim suas falas/palavras. Aprendi muitas coisas com vc.
    Se vc aceitar o diálogo pautado em Deus (que eu fale de Deus) terei o maior prazer em continuar.
    Acredito que poderíamos ser altamente produtivos e enriquecedores não só para nós, mas também para as outras pessoas que lerem nossos escritos.
    Lamentavelmente, sua frase-resposta é preconceituosa caro Alex, “a cegueira religiosa que escurece sua visão da realidade…”. Eu não te ofendi em nenhum momento Alex em todas as frases e/ou palavras que dirige a vc. Só pq penso diferente, sou cego?
    Apenas um questionamento para vc: Será que a suposta “realidade” a que vc referi e que transita pelo seu viés é a melhor e a única interpretação existente? Ou pode haver outro ponto de vista diferente do seu e também de maior valor?
    Toda verdade humana tem o “verso” e o “anverso”. Apenas a verdade de Deus é única. A maior verdade que Jesus ensinou ao mundo, mas que poucas pessoas compreenderam em essência foi: “Amar o próximo com a si mesmo”. Neste ponto é que a coisa “pega” para todos os humanos habitantes do planeta Terra, pois “amar” o próximo como a si mesmo está cada vez mais escasso – estamos vivendo a era do individualismo absoluto (as razões já são corriqueiras e sabemos de cor), o que estamos mesmo perdidos é como melhorar o mundo a partir do melhoramento das Relações Humanas. Basta ver quantas guerras espalhadas mundo afora com justificativas mais esdrúxulas/mesquinhas.
    Obs: retomando a questão, quando o preconceito ocorre de qualquer um dos lados – a humanidade não melhora, pois o mal maior continua em evidência: o preconceito. Ora de um lado; ora de outro. Nosso papel enquanto seres humanos é erradicar o preconceito (de toda e qualquer natureza) – somente assim teremos um mundo melhor. Deus repudia o preconceito de qualquer natureza – Jesus nos ensinou isto o tempo todo. Ele (Jesus) não tinha o menor preconceito. Aliás ele dava atenção exatamente para os “excluídos” de toda e qualquer ordem e origem. Jesus praticou a caridade e a humildade o tempo inteiro. E diga de passagem, foi crucificado – não agradou a todos. Veja que isto acontece com a gente o tempo todo né Alex, quer seja em nossa família, trabalho, etc…
    Ah! não fiquei chateado não tá, está tudo bem. Talvez vc nem teve a intenção. Sei que as vezes damos a entender algo, mas nem era exatamente aquilo que queríamos expressar. De qualquer forma está tudo bem.
    Abçs.
    Fique c/ Deus.

    • Oi SILCAR,

      na verdade, usei o termo “infelizmente” justamente porque vc não trouxe nada de novo pra mim, todos os seus comentários apenas repetem conceitos de uma forma automática, não diferente de outras discussão que já tive internet afora.

      Realmente não foi minha intenção te ofender quando escrevi sobre “cegueira religiosa”, mas é claro que não tenho como controlar a sua percepção e talvez vc tenha se ofendido. Acontece, algumas pessoas são mais sensíveis que outras🙂

      Não acho que vc seja cego, mas acho sim (claro, sob o viés das minhas opiniões, como poderia ser diferente?) que vc, assim como outros religiosos com quem já debati, possui um véu na frente dos olhos que lhe impede de ver além dos próprios dogmas e doutrinas. É mais um pós-conceito baseado nas mensagens que trocamos do que um “pré-conceito” propriamente dito. Afinal, vc assume como uma verdade absoluta a existência de um determinado deus e pauta suas opiniões e visões baseado nessa “verdade”, não admitindo espaço para possivelmente estar equivocado, e embora insista em negar, continua pregando (e não apresentando argumentos)😉

      Por fim, tranquilizo-o dizendo que não me acho o “dono da verdade”, claro que outras interpretações da realidade são possíveis. Porém, a realidade em si é uma só. Muitas pessoas acreditam em coisas muito diferentes, porém não podem todas elas estarem certas ao mesmo tempo a depender do assunto. Ou deus(es) existe(m) ou não. Ou Jesus de Nazaré foi gerado pelo estupro de uma virgem por um deus, ou nasceu normalmente do relacionamento sexual entre um homem (José) e uma menina chamada Maria; ainda, ou foi um homem como qualquer um de nós, ou foi um “espírito evoluído”. Ou espíritos existem e estão entre nós ou não existem e somos apenas nossos corpos e nossa mente (esta entendida como uma manifestação de nossas células cerebrais). Ou se morre e acaba tudo, ou se vai pro céu ou pro inferno, ou se reencarna. E os exemplos continuam…

      Finalizando mesmo, é bem simples entender como funciona a cabeça de um cético: sem evidências consistentes, sem crença; lembrando que alegações extraordinárias (como, por exemplo, a existência de deuses e seres sobrenaturais) exigem evidências extraordinárias.

      abs

  34. Olá Alex.

    A forma preconceituosa e desrespeitosa com que vc se referiu: “estrupo de Maria por Deus, referindo-se ao nascimento de Jesus”. É lamentável. Abominável. Demonstra imaturidade para uma Dialética de alto nível. Vc perde a tolerância fácil e parte para ofensas. Isto é senso comum e não científico.
    Vc reclama do preconceito exercido pelos representantes da ICAR. Mas se vc reparar, irá perceber que vc demonstra tão, ou até mais preconceito do que eles próprios.
    O fato de vc não ter crença, não acreditar em Deus (livre-arbítrio que eu respeito), não lhe dá o direito de blasfemar contra Ele (Deus/Jesus). Nisto vc há de concordar.
    Jesus viveu aqui na Terra conosco, há provas materiais sobre isto (já que vc só acredita no que pode tocar e realizou diversos milagres, também comprovados, basta vc buscar) – São Tomé também era assim, tinha que ver p/ crer. Isto é, de certa forma, é muito bom.
    E não estou defendendo a ICAR não tá. Pois sou espírita, batizado na Católica. E cf declarei, concordei c/ vc sobre as indulgências e demais atrocidades que “alguns”, apenas alguns, membros da ICAR cometeram. Mas isto são mazelas do passado, as indulgências já foram banidas e a Igreja tb está tentando melhorar.
    Enfim, onde houver um ser humano, ali estará a possibilidade irrefutável de ocorrer “erros”. Pois os humanos tem a mania de usar uma metodologia muito perversa para aprender: “errando”.

    E gostaria de relembrar a participação do Guilherme neste debate:

    Guilherme chasiva | 16 março , 2011 às 9:54 pm | Responder
    olá amigo,
    boa noite!
    lí seu texto, e quero primeiramente lhe desculpar, mas venho aqui expressar a minha opinião de infelicidade.
    quero dizer que você foi um tanto muito rude em falar no nome de Deus desta maneira tão depravada. Se vc é ateu, tudo bem, que sejas assim!… mas não tem o direito de desperezar a nosso Deus desta maneira, querendo construir uma ideia propria de que as coisas acontecem por acaso… pois desse jeito você estará faltando com respeito ás pessoas que crêem em nosso pai, inclusive a mim.

    A liberdade de expressão e de crença religiosa é um Direito Constitucional em nosso País.

    Caro Alex, quero pedir licença e também manisfestar pela segunda vez que não mais farei contatos por acreditar que esgotamos nossos entendimentos. Acredito que vc também concorda comigo.
    Atesto que li nestes dias muitos textos sobre sua filosofia e dogmas (não crença em Deus), achei muitas coisas interessantes e outras nem um pouco. Mas isto é normal. Assim como vc também concorda em algumas e em outras em absoluto. Isto é o poder do “livre-arbítrio” que Deus, em sua infinita bondade, nos concedeu.
    Foi muito bom nosso debate.
    Obrigado por tudo, por me receber em seu blog.
    Abrç.
    Fique c/ Deus.

    • 1 – Não acho que pessoas que talvez tenham vivido há milênios se importem com minhas palavras, uma vez que estão mortas e não mais existem. Tampouco vejo problemas em “ofender” um ser que considero imaginário e, portanto, inexistente.

      2 – Usar a palavra “preconceito” sem entender seu real significado é complicado, esvazia o sentido da palavra.

      3 – Posso blasfemar o quanto eu quiser, afinal, se considero determinada divindade como inexistente, qual o problema em blasfemar? E se alguém se sente ofendido por eu blasfemar contra o deus que segue, faço minhas as palavras deste vídeo:

      4 – Provas materiais da existência de Jesus? Mentira! Tirando os evangelhos e uma ou outra citação, não há provas materiais. Entretanto, reconheço ser quase consenso na comunidade científica que tal homem existiu. Mas é só isso. Daí a querer provar que ele foi mais do que um homem comum, agitador político e que divulgou algumas ideias legais chupadas de outras tradições mais antigas vai uma grande distância. E por mais que vc insista, dizer que supostos milagres foram comprovados não passa de mentira tb.

      5 – Óbvio que a liberdade de crença é um direito, nunca neguei isso. Assim como tb o é a liberdade de expressão, ou seja, eu posso falar (no caso, escrever) o que eu quiser, quando eu quiser, da forma que eu quiser e com o tom que eu quiser. Inclusive dizendo que a fábula criada em torno da concepção do personagem conhecido como Jesus de Nazaré não passa de um estupro cometido por um determinado deus contra uma mulher bem jovem, que nem original é, já que o deus grego Zeus, por exemplo, gostava de fazer esse tipo de coisa tb. Quem se sentir ofendido com a declaração, vale o vídeo novamente: http://www.youtube.com/watch?v=YKX8jYVgtMs

      6 – Chamar o fato de eu não acreditar na existência de deuses de “dogma” não passa da conhecida falácia tu quoque. Desculpe-me, mas não faz sentido, pelo menos no meu caso, dizer que sigo “dogmas” sobre não existência de deuses, uma vez que caso me sejam apresentadas evidências de tal ser fantástico, não teria problemas em mudar de opinião; será que vc teria a mesma coragem no caso inverso?

      Por fim, como vc já disse que não mais voltará para comentar, caso esteja vendo este texto, despeço-me.

      Abs

  35. Olá Alex.
    Claro que eu ia olhar seu Blog. Pois seria até indelicadeza de minha parte se não o fizesse. Afinal, passamos dias dialogando. E também, até em nome de seus seguidores e/ou leitores esporádicos, que podem estar nos acompanhando.
    Prezado Alex, o respeito ao semelhante é princípio fundamental pertinente às Relações Humanas, elementar. A falta desse princípio/valor tem ocasionado seríssimos problemas a sociedade, pois cada vez mais as pessoas estão perdendo o respeito umas pelas outras. Neste ponto tenho plena certeza que vc concorda comigo.
    Quanto ao uso da palavra “preconceito”, peço a gentileza de que retorne ao preambulo deste seu blog e seja o quanto vc fala que os membros da ICAR são “preconceituosos” – vc cita diversos tipos de preconceitos. Porém, na via de mão-dupla, te pergunto, será que vc não exerce o mesmo mal que vc tanto ataca/condena? “O preconceito”. Vc tem um enorme preconceito religioso. Vc não acreditar é uma coisa (tem todo direito e meu respeito), agora afirmar/asseverar que Deus/Jesus não existem é, no mínimo uma “divagação” infundada de sua parte.
    Vc não é uma autoridade soberana e onipotente para fazer esta afirmativa. Nem o Teólogo mais renomado, diplomado, intelectualizado faria tal afirmativa. Isto é fato. Inclusive, li vários textos sobre sua filosofia e lá encontrei renomadas pessoas que não ousam falar (corroborar) isto que vc insiste em dizer.
    Jesus existiu (a ciência dos homens, apesar de todas suas limitações, confirma a veracidade dos fatos).
    Vou usar o recurso da gramatica da Lingua Portuguesa para esclarecer algo:
    Observe as palavras abaixo:
    1) Ético: pessoa de moral elevado, exemplar.
    Aético: sem moral, maus hábitos, desonesto.
    2) Sexuado: que têm orgão sexual funcional;
    Assexuado: que não tem orgão sexual funcional;
    3) Tóxico: que contém substância tóxica.
    Atóxico: que não têm substância tóxica.
    4) Theos = Deus.
    Átheos = sem crença em Deus – (não crê na existência de Deus). Ou seja “descrente”.
    Segundo o Dicionário Cegalla – 2009: Ateísmo: atitude ou doutrina que dispensa a ideia de divindade.
    Obs:
    Olhe para o conceito, atitude que “dispensa”. Não se fala que Deus não existe. Ninguém, nenhum ser humano na face da Terra pode afirmar que Deus não existe. No máximo, vc pode deixar (dispensar) de acreditar, mas, numa atitude ou doutrina puramente individual (particular) de cada pessoa que assim concebe Deus. (Livre-arbítrio).

    Abordando puramente a gramática, veja que para que se negue os substantivo em sua base radical, faz se necessário usar uma negação, a qual é precedida da letra “A”. Ou seja, para que se tenha a negação faz se necessário haver a afirmação (dilema da Tese versus Antítese).
    Portanto, para o ético > aético; sexuado > assexuado; tóxico > atóxico e finalmente para Theos > Átheos. Observe, que todos as palavras iniciam-se com a afirmativa (o real – o elemento positivo) – confirmando a Tese x Antítese. Sendo assim, observe que para vc “negar” primeiro vc precisa ter o primeiro elemento. Portanto, para vc “negar” Deus (Theos), a primeira coisa que vc precisa ter em mãos e em sua mente é Deus. De posse disto, ai sim vc parte para a sua “negação” (Átheus). Logo, podemos perceber que Deus existe. Caso contrário, não seria possível haver a negação (Átheus) de Deus. Na verdade, o que existe de fato é a “descrença” quanto a divindade. Sobre este prisma uma coisa é fato, as Igrejas (religiões) têm deixado muito a desejar neste sentido, levando muitas pessoas a não “admiração”, desânimo, pelo Sagrado/Divino – abandonando a Fé.
    Porquanto, negar Deus em detrimento de fracassos de Igrejas/Religiões têm uma distância quilométrica. Nada haver.

    Peço desculpa, mas achei que era importante realizar mais este escrito. Caso vc sinta o desejo de replica, pode ter certeza que irei ler e respeitar suas convicções, mesmo que eu discorde em partes ou total. E queria deixar claro que meu objetivo, de forma alguma, foi tentar mudar sua crença de rumo. Te afirmo c/ toda sinceridade. Meu objetivo foi tentar te mostrar um pouco de Deus que eu creio e também, buscar sua ponderação no sentido de pelo permitir que as outras pessoas que pensar diferente de vc em relação a Deus, sejam respeitadas. Assim como elas também devem respeitar vc. ok?
    Cf te falei acredito que esgotamos o assunto. Provavelmente não realizarei mais contatos. Faço questão de te comunicar por uma questão de consideração a vc que teve o trabalho e a coragem de elaborar o blog e trazer a toma um assunto importante. Vejo as pessoas falando nos blogs, entram, xingam, falam bobagens, e depois desaparecem. Eu não concordo com isso Alex. Todo ser humano independente de qualquer coisa merece respeito. E recordo de minha mãe e meu pai, quando eu era ainda criança: “meu filho se vc que respeito das pessoas, ofereça primeiro”. Acredito muito nisto caro Alex.
    Boa noite.
    Abrç.
    C/Deus.
    Foi ótimo falar c/ vc.

    • Olá SILCAR,

      vou fazer uma pequena réplica, pois achei alguns trechos do seu comentário interessantes (embora equivocados). vamos lá.

      vc escreveu:

      “Não se fala que Deus não existe. Ninguém, nenhum ser humano na face da Terra pode afirmar que Deus não existe. No máximo, vc pode deixar (dispensar) de acreditar, mas, numa atitude ou doutrina puramente individual (particular) de cada pessoa”

      De forma análoga, eu poderia escreveu a seguinte frase e ela teria absolutamente o mesmo peso do que vc escreveu:
      “Nenhum ser humano na face da Terra pode afirmar que determinado deus existe. No máximo vc pode acreditar, mas numa atitude puramente individual de cada pessoa”.

      Vê? Não há muita diferença epistemológica entre as duas sentenças. Porém há uma erro em ambas. Eu posso, sim, afirmar que não existem deuses, assim como vc pode afirmar, sim, que o deus em que acredita existe, ou os hindus podem afirmar que Ganesha e Shiva existem. Podemos afirmar qualquer coisa. Porém, alguns de nós podem estar redondamente enganados, e outros podem estar certos. Como já disse antes, eu estou aberto à possibilidade de estar errado (e vc, tb está?), todavia não vejo evidências que me levem a acreditar que o deus cristão (em suas várias formas postuladas) existe, além de ter motivos para concluir que tal entidade muito provavelmente não exista, portanto, da mesma forma que eu afirmo que sacis, gnomos, Ganesha e Shiva não existem, tb afirmo que o deus cristão não existe.

      Uma observação: a gramática reflete unica e exclusivamente os aspectos, regras e etc de uma determinada língua, não é muito recomendado discutir aspectos filosóficos ou metafísicos levando em consideração regras gramaticais🙂
      Mas vamos em frente.

      vc escreveu:

      “para o ético > aético; sexuado > assexuado; tóxico > atóxico e finalmente para Theos > Átheos. Observe, que todos as palavras iniciam-se com a afirmativa (o real – o elemento positivo) – confirmando a Tese x Antítese. Sendo assim, observe que para vc “negar” primeiro vc precisa ter o primeiro elemento. Portanto, para vc “negar” Deus (Theos), a primeira coisa que vc precisa ter em mãos e em sua mente é Deus. De posse disto, ai sim vc parte para a sua “negação” (Átheus). Logo, podemos perceber que Deus existe.”

      Cara, aqui vc dá um salto lógico completamente absurdo e equivocado, incorre novamente em uma falácia, nesse caso um claro non sequitur. De tudo o que vc escreveu, não é lógico tirar a conclusão de que “deus existe”, na verdade podemos apenas tirar a conclusão de que existe “a ideia sobre a existência de deus”. Percebe a diferença? Se fossemos seguir as regras que vc coloca, qualquer negação de qualquer coisa levaria à conclusão de que essa coisa existe! Vê como é absurdo? Podemos até fazer uma analogia: “Vc acredita que Shiva existe? Não? Então vc nega que Shiva exista. Para vc negar Shiva a primeira coisa que tem que ter em mãos e em mente é Shiva. De posse disse, aí sim vc parte para a negação de Shiva. Logo, podemos perceber que Shiva existe.” Completamente sem sentido.

      vc escreveu:

      “uma coisa é fato, as Igrejas (religiões) têm deixado muito a desejar neste sentido, levando muitas pessoas a não “admiração”, desânimo, pelo Sagrado/Divino – abandonando a Fé.
      Porquanto, negar Deus em detrimento de fracassos de Igrejas/Religiões têm uma distância quilométrica. Nada haver.”

      Bom, aqui nós chegamos em um ponto de concordância🙂
      Sem dúvida, nada a ver deixar de acreditar em uma determinada divindade baseado nos fracassos das religiões que afirmam serem representantes dessa divindade. Concordo. Como já disse antes, esse não foi o meu caso. A ojeriza que tenho pelas instituições religiosas apenas faz com que eu não me alie ou não faça parte de nenhuma delas. Só isso. O fato de eu não acreditar na existência de deuses, espíritos, fadas e outras lendas vem, como já disse, de caminhos intelectuais e reflexivos.

      Acho que é isso🙂
      Gostei desse último comentário seu, deu pano pra uma ótima discussão.
      Caso considere que não mais vale a pena levar adiante a conversa, não se preocupe, podemos parar por aki🙂

      Abs

  36. Olá Alex.
    Gostei muito de sua ponderações e por chegarmos a certo nível de concordância. Fiquei contente que tenha gostado de meu último comentário. Confesso, hoje estudo e pratico minha Fé em meu mundo isolado, pois tenho certa “descrença” fortíssima dos argumentos e praticas de diversas instituições religiosas, inclusive a ICAR. Se vc percebeu eu “peregrinei” muito nos caminhos da Fé (batizo e iniciação religiosa na Católica, depois passei pela Igreja Evangélica um bom tempo. Inconformado com as filosofias e práticas dos “membros” que as representam, continuei minha busca. Porém, algo que nunca deixei de acreditar, prezado Alex, foi em Deus/Jesus – no conjunto de ensinamentos que Deus (através da leitura da Bíblia) por mim foi recebida e colocados em prática. E estes ensinamentos foram de suma importância para minha formação pessoal e profissional. Não obstante, e principalmente, para eu saber comportar e respeitar as pessoas do cotidiano. Veja bem Alex, na verdade, o meu Deus, a entidade Deus, na verdade Ele não tem CPF e nem RG, não tem endereço geo-físico e nem podemos abraçá-lo fisicamente. Consegue me compreender? Na verdade eu concebo Deus em tudo que vejo, ou seja, numa flor a beira de uma estrada; num pássaro que voa; no sol que nasce todas as manhãs; na lua que nos fornece uma penumbra para que a nossa noite não fique tão escura; nas ondas do mar; na beleza do sorriso de uma criança; nas histórias e “estórias” que um idoso nos conta (e as vezes tão repetidas vezes); encontro Deus no brotar de uma mina escondida em meio as montanhas; no diálogo que estou tendo c/ vc; enfim, Deus para mim é na verdade algo místico, sei que ele não existe fisicamente (corpo carne e osso), mas sei que ele existe de forma sobrenatural, entende? É assim, tipo uma grande, forte e poderosa energia além cosmos. Pode me compreender? E confesso, não encontrei isso em diversas Igrejas em que frequentei. Ou melhor, nas pessoas que representam as Igrejas (padres, pastores, etc). Sempre fui muito crítico em relação a isto. Porém, nunca duvidei da existência de Deus. Embora eu não possa saber e nem oferecer o endereço de Deus p/ enviar-lhe uma correspondência via correio e/ou poder visitá-lo pessoalmente. Porém, o meu coração, o meu sentimento de amor verdadeiro e de Fé absoluta unica e exclusivamente em Deus e Jesus nunca foi abalada. Essa força, “energia cósmica”, a qual não sei de onde vem e nem para onde vai, me faz sentir bem, me faz crescer, prosperar, me faz ter alegria de viver e lutar por um melhor. Não sei se tá confuso, mas é isto. Pode entender isto? Isto é Deus p/ mim. Ou seja, uma força metafísica. Um poder que eu só posso e sei sentir. Não questiono isso. Nunca parei para questionar isso. Minha Fé em Deus faz parte da minha natureza humana.
    Conforme vc disse em sua replica:
    “Como já disse antes, eu estou aberto à possibilidade de estar errado (e vc, tb está?)…”.
    Por tudo isso, é que eu não posso dizer que eu estaria “aberto” a assumir que estou errado e assumir uma nova postura de acreditar que Deus não exista. Eu estaria negando todos os anos que vivi e tudo que eu construí em termos de crença, esperança e Fé em Deus. Isto para mim e em minha filosofia religiosa é um “pecado” mortal. Pode compreender-me?
    Enfim, para finalizar, aquele vazio e descontentamento contente que eu tinha dentro de mim, encontrei resposta no Espiritismo (Kardecista). Dai as minhas convicções de Fé em Deus e Jesus. Deus não temos prova material que Ele existiu aqui na Terra. Jesus sim, temos. Porém, eu não questiono a existência de Deus – para mim, eu tenho um jeito meio que “próprio” de concebê-lo (acredito que estou certo).
    Podemos continuar sim, esta sendo muito bom e enriquecedor para mim, não sei se no mesmo nível para vc.
    Abç.
    Fique c/ Deus.

    • Olá SILCAR,

      entendo bem essa sua visão que compartilhou em seu comentário. Não ficou confuso, não. Conheço bem essa visão. Porém, uma frase sua só confirma o que eu quis dizer com “cegueira religiosa” alguns comentários atrás. Quando vc escreve “eu não posso dizer que eu estaria “aberto” a assumir que estou errado“, cai, infelizmente, na armadilha do dogmatismo por estar com uma viseira que só lhe permite ver em frente, impedindo a sua visão do que existe dos lados.

      Abs

  37. Olá Alex.
    Ratifico, eu reconheço que há dois lados sim. E respeito o outro lado, c/ certeza. Eu quis dizer que eu não posso mudar de opinião e convicção dado tudo que eu construí em minha vida e principalmente, serei fiel ao que eu acredito, Deus/Jesus.
    Entretanto, só gostaria de acrescentar, dado que eu não pude concluir na mensagem anterior (tive que interromper) por motivo de força maior.
    Gostaria de dizer que eu não concordo com o que está acontecendo com as Instituições Religiosas, na verdade nem é com a Igreja em si, mas sim c/ a prática daqueles que a comandam, ou seja, discordo e repugno veementemente quando eles (“líderes religiosos” – não citarei nomes e nem igrejas p/ não ser leviano e/ou polemizador), usam (utilizam-se) do conteúdo da Bíblia (ensinamentos) para manipular a Fé (boa fé de pessoas simples) com fins escusos e desonestos. Onde eles estão mais preocupados c/ os resultados financeiros (lucros) do que com as pessoas. Aqui Alex, certamente, ou crítico e questionador do que vc. Pois, quando eu vejo líderes religiosos de determinadas igrejas (seja ela qual for) usando da “Palavra de Deus – conteúdo Bíblico) de forma desonesta – sinto -me mal, enjuriado, revoltado mesmo. Pois a Bíblia não foi escrita p/ ser usada dessa forma. Lá dentro da Bíblia possui coisas boas, em especial no Novo Testamento. São palavras e frases que se seguirmos muitas delas teremos uma vida melhor. Acredito que pelo menos em partes vc deve concordar c/ isto. Claro que tem partes lá que eu ainda não compreendo também – e por vezes, questiono também.
    O que muitos homens religiosos (líderes) estão fazendo a própria Bíblia condena. Ou seja, tem muita gente (igrejas mesmo) ficando ricas (enriquecimento) simplesmente usando, ou melhor, explorando a boa fé/simplicidade de pessoas humildes p/ enriquecimento próprio. Parece-me que a “Fé” e referida “Salvação” viraram produtos a serem vendidos em prateleiras de supermercados ou balões de lojas. Analogamente parece também que a “Fé/Salvação” se transformaram em “ações” a serem comercializadas em “Bolsas de Valores – mercado de ações”, isto é ridículo e abominável… Isto é o que eu penso.
    Todavia, com toda essa sujeira real e exposta em nosso dia-a-dia, posiciono-me, questionando tudo isto de forma radical, porém continuo fiel a minha crença e devoção em Deus/Jesus, que nada tem haver c/ as práticas daqueles que usam da Bíblia e da fé das pessoas de forma desonesta e pecaminosa aos olhos de Deus/Jesus.
    Ah! a “cegueira religiosa”, em minha opinião, não existe, pois apenas creio piamente em Deus/Jesus, assim como vc não crê. Nesse ponto a gente empata em 50% p/ cada lado. Porém, tenho plena visão daqueles religiosos desonestos que manipulam as pessoas e se utilizam da religião/fé do nome de Deus para explorar as pessoas. E aí sim, tem muita gente sendo explorada de forma inocente – isto é dolorido e causa revolta, e acaba nos tornando “descrentes” das religiões. Mas isto acontece não por causa da igreja, mas sim daqueles que as usam de forma errônea.
    Na verdade, a verdadeira igreja que Jesus nos ensinou foi que cada um de nós é uma igreja. Ou seja, se andarmos no caminho do bem e do amor verdadeiro – todos nós, cada um de nós – é a igreja que Jesus pregava.
    Abrç.
    Fique c/ Deus.
    Valeu.

    • Olá SILCAR,

      sinto lhe informar, mas a Bíblia não é a “palavra de deus”, mas sim uma coleção de livros diferentes escritos por autores diferentes em épocas diferentes, de forma tão humana e mundana quanto outros clássicos mitológicos que talvez possuam alguns relatos históricos misturados a muitas lendas e fantasias. Assim, a Bíblia não diferiria muito da Ilíada, da Odisseia, do Vedas ou da Epopéia de Gilgamesh.

      Não há como negar que há bonitas fábulas na Bíblia, porém ela também está recheada de muito sangue, genocídio e atrocidades, todas supostamente comandadas e aprovadas pelo seu personagem principal, o deus em que vc acredita. Mas provavelmente vc simplesmente faz como a maioria das pessoas que resolvem tomar esse livro como um guia para a vida: escolhem-se as passagens bonitinhas e ignoram-se as atrocidades.

      Abs

  38. Olá Alex.
    Então qual é a palavra de Deus?
    Não sou “alienado” religioso não meu caro. Tanto é que nem frequento Igrejas e/ou qualquer tipo de religião. Possuo minha crença (espiritismo) realizado em meu mundo particular.
    Agora as histórias “bonitinhas” e as “atrocidades” que vc se refere, vc vai encontrar na Bíblia, nos demais livros que vc citou, nos jornais escritos, na internet, nos programas televisivos, nos programas sangrentos que vive de anunciar as desgraças da vida das pessoas, nos horríveis filmes cinematográficos de terror e sangrentos, etc… Todas histórias “bonitinhas e atrocidades” são resultados das “ações” dos homens (e diga-se de passagem esta piorando…). Logo, se na Bíblia e demais livros possuem fatalidades e contos de fadas) – fica claro que estes livros nada mais fazem do que relatar/registrar as horríveis atitudes dos homens em sua própria história.
    Se me permite, em que vc acredita Alex? Qual é sua filosofia de vida? Fica contraditório: ora vc se revela como não crê em nada, ora vc dá sinais de uma crença mais forte e mais brilhante do que a própria que eu acredito (Deus) e os ensinamentos positivos da Bíblia. Porque, mesmo as atrocidades, genocídios, etc, transcritos nos livros da Bíblia, servem para nos ensinar aquilo que não devemos fazer.
    Por exemplo, os pais ensinam para os filhos boas práticas através do exemplo de fatos ruins do cotidiano. “Meu filho cuidado para vc não contrair AIDS, use preservativo. Pois, seu primo “fulano de tal” contraiu e ele está muito doente…”. Veja só, o pai preocupado c/ seu filho usou a “tragédia” ocorrida com o primo para mostrar, prevenir/proteger seu filho. Portanto os exemplos ruins, mesmo os da Bíblia servem para nos advertir que não devemos agir daquele modo. É assim que eu uso para corrigir meu comportamento.
    Por gentileza, se não se importa, qual é sua sugestão de vida (ensinamentos), enfim em que vc acredita?
    Enfim, Alex, eu entendo e concordo com seus questionamentos sobre a conduta das igrejas (ou melhor, dos representantes delas, salvo algum bom), mas Deus é diferente de tudo isto. Uma coisa são os homens que usam mal o nome de Deus, outra coisa é Poder de Deus e a importância Dele (o Amor maior).
    Até mais.
    Fique c/ Deus.

    • Olá SILCAR,

      vc escreveu:

      “Agora as histórias “bonitinhas” e as “atrocidades” que vc se refere, vc vai encontrar na Bíblia, nos demais livros que vc citou, nos jornais escritos, na internet, nos programas televisivos, nos programas sangrentos que vive de anunciar as desgraças da vida das pessoas, nos horríveis filmes cinematográficos de terror e sangrentos, etc… Todas histórias “bonitinhas e atrocidades” são resultados das “ações” dos homens (e diga-se de passagem esta piorando…). Logo, se na Bíblia e demais livros possuem fatalidades e contos de fadas) – fica claro que estes livros nada mais fazem do que relatar/registrar as horríveis atitudes dos homens em sua própria história.”

      Exato. Portanto, qual a diferença objetiva da Bíblia para tantos outros livros que circulam por entre nós há séculos ou milênios?
      Nenhuma! Sã livros escritos por homens para contar histórias. Só. Foi vc quem vinculou, alguns comentários atrás, a Bíblia à suposta “palavra de deus”. Quem está sendo contraditório agora? Ora, não faz o menor sentido vc me perguntar “Então qual é a palavra de Deus?” quando já afirmei mais de uma vez que não acredito na existência de tal entidade e, consequentemente, não acredito que existo algo a ser chamado de “palavra de deus”. Poxa, achei que a essa altura isso já estaria claro…

      Como eu disse, vc parece fazer exatamente o que muitos outros religiosos fazem. Tomam as partes bonitinhas da Bíblia como sendo “ensinamentos diretos de um deus” (como vc já afirmo em comentários anteriores), e jogam as partes feias na conta do “malvado homem”, porém esquece-se de forma conveniente que muitas das atrocidades descritas em estórias da Bíblia têm como mandante direto o deus nela descrito. Isso sim é ser contraditório!

      SILCAR, já faz algum tempo que não estamos discutindo a conduta das religiões, nem tenho citado isso mais. Mas parece que vc se sente profundamente incomodado ao ver questionada a sua crença em um deus o qual vc moldou à sua maneira. Ora, vc há de convir que não há qualquer obrigação de continuarmos; da minha parte, pode ter certeza que continuarei o debate enquanto estiver acontecendo🙂

      Vc me pergunta qual seria minha “sugestão de vida”. Pois bem, pode ter certeza que minhas convicções e filosofias de vida não têm nada a ver com dogmas etéreos e doutrinas baseadas em revelações sobrenaturais. Mas muita gente melhor do que eu já escreveu sobre isso, de forma que me permitirei compartilhar alguns trechos com vc para que saiba do que estou falando.

      http://pt.wikipedia.org/wiki/Humanismo_secular

      – Uso da razão, do método científico e da evidência factual em lugar de fé ou de misticismo, na busca de soluções e respostas para as questões humanas mais importantes.
      – Certeza de que dogmas, ideologias e tradições religiosas, políticas ou sociais devem ser avaliados e testados, em vez de simplesmente aceitos por uma questão de fé.
      – Busca da satisfação, do desenvolvimento e da criatividade, para o indivíduo e para a humanidade em geral.
      – Preocupação com a vida presente e compromisso de dotá-la de sentido através de um melhor conhecimento de nós mesmos, de nossa história, das nossas conquistas intelectuais e artísticas e das perspectivas daqueles que diferem de nós.
      – Busca por princípios viáveis de conduta ética (tanto individuais quanto sociais e políticos), julgando-os por sua capacidade de melhorar o bem-estar humano e a responsabilidade individual.
      – Busca constante pela verdade objetiva, levando em consideração que nossa percepção dessa verdade nunca é preenchida, pois ela pode ser ampliada por novos conhecimentos e experiências.
      – Certeza de que com razão, boa vontade e tolerância, pode-se progredir na construção de um mundo melhor para todos nós.

      Mais algumas:

      “O Humanismo é uma postura de vida democrática e ética, que afirma que os seres humanos têm o direito e a responsabilidade de dar sentido e forma às suas próprias vidas. Defende a construção de uma sociedade mais humana, através de uma ética baseada em valores humanos e outros valores naturais, dentro do espírito da razão e do livre-pensamento, com base nas capacidades humanas. O Humanismo não é teísta e não aceita visões sobrenaturais da realidade.”

      IHEU – Minimum Statement on Humanism

      “… um apelo ao uso da razão, em vez de revelações ou autoridades religiosas, como uma forma de partir à descoberta do mundo natural e do destino do homem, e, também, para desenvolver uma base para a moralidade… A ética humanista também se distingue por a sua acção moral ter como objectivo alcançar o bem-estar da humanidade, em vez de procurar cumprir a vontade de Deus.”

      Oxford Companion to Philosophy

      Enfim, o que vc parece não entender (mas não se preocupe, a maioria das pessoas tb não entende) é que a ética e a moral não são exclusividade divina ou de seres sobrenaturais. O ser humano vem evoluindo ética e moralmente ao longo dos séculos apesar de crenças irracionais (como as crenças religiosas), e não por causa dessas crenças; e por mais que pareça que vivemos no pior dos mundos atualmente, grande parte do mundo vive em situações muito melhores do que há séculos e décadas atrás, graças aos avanços das ciências e à diminuição do controle das crenças religiosas sobre o mundo secular.

      Entenda uma coisa: vc ser uma pessoa boa, não tem absolutamente nada a ver com vc acreditar em um deus.

      Abs

  39. Olá Alex.
    Desculpa pelas perguntas tão aprofundadas. É que é difícil p/ mim manter o diálogo aberto c/ vc, pois vc entende e conhece bastante de Deus (cristianismo, fé, etc) – e é, a meu ver, uma pena porque vc poderia contribuir c/ a espiritualidade no modelo cristão. Mas ao que percebi vc faz isto por outras vias. Vc apenas não crê em Deus no modelo que eu creio – (direito seu que eu respeito) e portanto consegue argumentar comigo c/ facilidade. Eu confesso, não conhecia nada sobre o que vc acredita (Humanismo/ateísmo). Desculpa se não for isso. E não é que eu tenha demorado para entender, é que isto não era tão importante p/ mim. Eu não me preocupo c/ concorrência e/ou disputa por qualquer tipo de “credo/religião ou filosofia) – não tenho preconceito c/ isto.
    Vc entende de minha Fé, mas eu não conheço a sua base e prática Filosófica.
    Quanto ao que vc falou: “Como eu disse, vc parece fazer exatamente o que muitos outros religiosos fazem”. Isto é puro “juízo de valor” de sua parte sobre a minha interpretação – eu não penso assim, não sou como eles. Se eu fosse como eles não estaria conversando educadamente c/ vc. Eles são radicais e fundamentalistas, eu não.
    Desculpa por ter continuado, uma vez que percebi nesta última participação sua o desejo de por aqui parar. Concordo c/ vc.
    Porquanto foi muito bom dialogar c/ vc, aprendi muito c/ vc. Vou ler mais sobre humanismo (quero entender melhor).
    Todavia vou continuar acreditando em Deus e praticando o que Jesus nos ensinou (Amor maior) – que nada mais é do “Amar o próximo como a si mesmo). Ser humilde, praticar a caridade. Todos nós somos irmãos – essa é a visão que Deus nos ensina, independentemente de religião, credo, cor, política, etc…
    Obrigado por tudo. Obrigado mesmo, Alex – não mais farei contatos, em definitivo agora.
    Peço desculpas se acabei tornando-me inconveniente a partir de um ponto para frente.
    Tudo de bom p/ vc.
    Temos convicções filosóficas diferentes, mas isso não nos torna diferentes – somos da mesma espécie e filhos de um mesmo Deus. Somos seres humanos bons, éticos e bem intencionados para com a evolução da humanidade. Espero que tenhamos contribuído de alguma forma um para o outro e para as pessoas que por acaso leram nossos escritos.
    Fique c/ Deus.
    Tudo de bom p/ vc.

  40. Oi SILCAR, não precisa se desculpar de nada.

    Partimos de pressupostos diferentes e, assim, não chegaríamos a concordar em tudo mesmo. Normal🙂

    Vou deixar um pequeno texto pra vc: http://alexcastro.com.br/pessoas-que-acreditam-em-coisas/

    Como vc disse: “Temos convicções filosóficas diferentes, mas isso não nos torna diferentes – somos da mesma espécie” (paro a frase neste ponto, pois vc já sabe o que penso do final dela)🙂

    Vou finalizar essa conversa com vc exatamente com a mesma frase que vc terminou o seu comentário:

    “Somos seres humanos bons, éticos e bem intencionados para com a evolução da humanidade. Espero que tenhamos contribuído de alguma forma um para o outro e para as pessoas que por acaso leram nossos escritos.”

    Se vc está curioso sobre o humanismo, essa frase carrega um grande conteúdo humanista🙂
    Sugiro que dê uma navegada pelo site abaixo e leia alguns textos. Talvez vc se interesse bastante: http://bulevoador.com.br/

    Abraço

  41. Perdoe-me, por este pós-último contato.
    Mas senti-me na obrigação de fazê-lo, prezado Alex – até em função do quanto caminhamos em nosso discurso. Se desejar e/ou achar conveniente, não precisa nem responder-me. De boa mesmo!

    Bom dia, Alex.

    Li todas as suas indicações. Li seu artigo de “pessoas-que-acreditam-em-coisas”, evidentemente, que concordei com alguns pontos e discordei em outros – natural que seja assim, diante de nossos entendimentos filosóficos.
    Ah! vi o seu Livro também, vou adquiri-lo e lê-lo c/ toda atenção.
    Porém, estou lendo (estudando) nesta manhã o Método Científico – (embora eu já o havia utilizado em minha Dissertação de Mestrado) – porém, não havia o estudo detalhadamente, pois na Pós os professores nos ensina a usar a Metodologia Científica, mas não o estudo detalhada dela – “Discurso do Método”) de Descartes (Renné Descartes) – que a meu ver aqui agora, foi o Pai do Método Científico que é a base da Ciência Humana – vigente como modelo científico até hoje em nossas Universidades e Faculdades.
    Porém, Edgar Morin (Filosofo Francês) fez sérias críticas ao Modelo de Descartes – uma vez que descartes para realizar os testes de Hipóteses usa a “Delimitação” do Problema-Científico a ser confirmado. E Edgar sugere que deveria abordar o todo – Teoria da Complexidade. Mas isso não vem tanto ao caso agora. Exceto que, pelo que percebi para o Humanista/Ateista ele só acredita na Razão, ou seja, naquilo que o homem consegue “provar cientificamente” e o Método de Descartes é o único vigente desde o século XVII (600 d.C) – época que Descartes viveu e criou este Método vigente até os dias atuais.
    Todavia, SOMENTE QUERIA DIVIDIR COM VC, UMA QUESTÃO QUE ME DEIXOU MUITO PENSATIVO – REFLEXIVO AO EXTREMO, ATÉ ANGUSTIADO DE CERTA FORMA.
    “Renné Descartes” acreditava em Deus e afirmou sobre sua existência. Fiquei meio “maluco” aqui, a “pessoa” que criou o Método Científico que buscou a “Razão” absoluta e questionou tudo o que fosse metafísico, declarou acreditar na Existência de Deus.
    Não é um afronto ao que vc acredita, por favor tá, apenas para dividirmos essa minha dúvida. Entenda, por gentileza.

    Segue matéria que eu li (estudando neste momento) no Wikipédia, a seguir:

    Discurso sobre o Método
    Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

    Este artigo ou secção contenha fonte(s) no fim do texto, esta(s) não é/são citada(s)no corpo do artigo, o que compromete a confiabilidade das informações. (desde junho de 2009)
    Por favor, melhore este artigo introduzindo notas de rodapé citando as fontes, inserindo-as no corpo do texto sempre que necessário.

    René Descartes, filósofo francês e autor do Discurso sobre o método.
    O Discurso sobre o método, por vezes traduzido como Discurso do método, ou ainda Discurso sobre o método para bem conduzir a razão na busca da verdade dentro da ciência (em francês,Discours de la méthode pour bien conduire sa raison, et chercher la verité dans les sciences) é um tratado matemático e filosófico de René Descartes, publicado na França em Leiden em 1637. Ele inicialmente apareceu junto a outros trabalhos de Descartes, Dioptrique, Météores eGéométrie. Uma tradução para o latim foi produzida em 1656, e publicada em Amsterdam.
    Constitui, ao lado de Meditações sobre filosofia primeira (Meditationes de prima philosophia),Princípios de filosofia e Regras para a direção do espírito (Regulae ad directionem ingenii), a base da epistemologia do filósofo, sistema que passou a ser conhecido como cartesianismo. ODiscurso propõe um modelo quase matemático para conduzir o pensamento humano, uma vez que a matemática tem por característica a certeza, a ausência de dúvidas.
    Segundo o próprio Descartes, parte da inspiração de seu método (descrito nesse livro/tratado) deveu-se a três sonhos ocorridos na noite de 10 para 11 de novembro de 1619: nestes sonhos lhe havia ocorrido “a idéia de um método universal para encontrar a verdade.”
    Discurso sobre o método foi escrito em vernáculo (os textos filosóficos costumavam ser escritos em latim), de maneira não-doutrinária, pois Descartes tentou popularizar ao máximo os conceitos ali expressos e de maneira não impositiva, mas compartilhada. Em toda a obra permeia aautoridade da razão, conceito banal para o homem moderno, mas um tanto novo para o homem medieval (muito mais acostumado à autoridade eclesiástica). A autoridade dos sentidos (ou seja, as percepções do mundo) também é particularmente rejeitada; o conhecimento significativo, segundo o tratado, só pode ser atingido pela razão, abstraindo-se a distração dos sentidos. Uma das mais conhecidas frases do Discurso é Je pense, donc je suis (citada frequentemente em latim, cogito ergo sum; penso, logo sou): o ato de duvidar como indubitável, e as evidências de “pensar” e “ser” ligadas. (A forma “penso, logo existo”, popularizada por algumas traduções da obra, não é a mais correcta, uma vez que identifica o ser com o existir, conceitos diferentes no cartesianismo).[carece de fontes]
    Além dessa conclusão, Descartes também prova a existência de Deus, especifica critérios para a boa condução da razão e faz algumas demonstrações.
    Índice
    [esconder]
    • 1 Divisão e conteúdo da obra
    • 2 Os quatro preceitos
    • 3 A prova ontológica (cogito ergo sum)
    o 3.1 Existência de Deus
    • 4 Aplicação do método nas ciências
    • 5 Ver também
    o 5.1 Filósofos de inspiração cartesiana
    • 6 Bibliografia
    • 7 Ligações externas

    [editar]Divisão e conteúdo da obra
    O Discurso está dividido em seis partes, e possui uma breve introdução. Nesta, Descartes já enfatiza a divisão do livro e explica o que o leitor encontrará em cada uma das seis partes:
     na primeira, diversas considerações sobre a ciência
     na segunda, as principais regras para a prática científica
     na terceira, algumas das justificativas do método
     na quarta, as provas da existência de Deus e da alma humana, fundamentos da metafísica
     na quinta, Descartes faz algumas aplicações do método a questões físicas e relativas à medicina; também as particularidades da alma humana
     na sexta, as razões que o levaram a escrever o tratado e aquilo que Descartes acredita ser essencial para o progresso do conhecimento
    [editar]Os quatro preceitos
    O método de raciocínio proposto por Descartes no Discurso compõe-se de quatro partes distintas, sintetizadas na passagem seguinte:
    “Le premier étoit de ne recevoir jamais aucune chose pour vraie que je ne la connusse évidemment être telle; c’est-à-dire, d’éviter soigneusement la précipitation et la prévention, et de ne comprendre rien de plus en mes jugements que ce qui se présenteroit si clairement et si distinctement à mon esprit, que je n’eusse aucune occasion de le mettre en doute.
    Le second, de diviser chacune des difficultés que j’examinerais, en autant de parcelles qu’il se pourroit, et qu’il seroit requis pour les mieux résoudre. Le troisième, de conduire par ordre mes pensées, en commençant par les objets les plus simples et les plus aisés à connoître, pour monter peu à peu comme par degrés jusques à la connoissance des plus composés, et supposant même de l’ordre entre ceux qui ne se précèdent point naturellement les uns les autres.
    Et le dernier, de taire partout des dénombrements si entiers et des revues si générales, que je fusse assuré de ne rien omettre.” (Discurso, parte 2)

    O método cartesiano. No preceito ou passo 1, as coisas indubitáveis (círculos marcados com i) passam por um “funil”, que impede a passagem de coisas que tragam dúvidas (d). No segundo, as coisas são analisadas, ou seja, divididas para melhor compreensão; no terceiro, procede-se a síntese, ou agrupamento em graus de complexidade crescente. No último passo, as conclusões são ordenadas e classificadas.
    Simplificadamente, são os passos ou preceitos:
    1. Receber escrupulosamente as informações, examinando sua racionalidade e sua justificação. Verificar a verdade, a boa procedência daquilo que se investiga – aceitar o que seja indubitável, apenas. Esse passo relaciona-se muito aocepticismo.
    2. Análise, ou divisão do assunto em tantas partes quanto possível e necessário.
    3. Síntese, ou elaboração progressiva de conclusões abrangentes e ordenadas a partir de objetos mais simples e fáceis até os mais complexos e difíceis.
    4. Enumerar e revisar minuciosamente as conclusões, garantindo que nada seja omitido e que a coerência geral exista.
    Estas operações reconstituiriam as três operações elementares da mente humana, aindução (que consiste em captar realidades mínimas), a dedução (agrupar observações e inferir resultados) e a enumeração (acompanhada da revisão e reelaboração de conceitos).
    Estes preceitos são colocados em alegoria com a demolição de uma casa (o antigo método de pensamento que Descartes empregava) e a construção de um edifício seguro (o novo Método). A metáfora da construção pode ser encontrada, por exemplo, na afirmação acerca da utilidade da dúvida hiperbólica (que não seria simplesmente o duvidar por duvidar):
    “Non que j’imitasse pour cela les sceptiques, qui ne doutent que pour douter, et affectent d’être toujours irrésolus; car, au contraire, tout mon dessein ne tendoit qu’à m’assurer, et à rejeter la terre mouvante et le sable pour trouver le roc ou l’argile.” (Discurso, parte 3)
    (“Não que eu imitasse os cépticos, que duvidam apenas por duvidar, e ostentam apenas manter-se em irresolução; pois, ao contrário, todo o meu projeto era simplesmente firmar-me na certeza, e rejeitar a terra e areia instável em prol de colocar-me em rocha ou argila.”)
    A inspiração, por sua vez, vinha da geometria, na qual partia-se de conceitos simples para descrever progressivamente entidades mais complexas:
    “Ces longues chaînes de raisons, toutes simples et faciles, dont les géomètres ont coutume de se servir pour parvenir à leurs plus difficiles démonstrations, m’avoient donné occasion de m’imaginer que toutes les choses qui peuvent tomber sous la connoissance des hommes s’entresuivent en même façon[…]” (Discurso, parte 4)
    (“Estas longas cadeias de razão, todas simples e fáceis, sobre as quais os geômetras costumam se servir para chegar às mais difíceis demonstrações, me levaram a imaginar que todas as coisas que podem penetrar na consciência dos homens são ligadas da mesma maneira […]”)
    [editar]A prova ontológica (cogito ergo sum)
    Ver artigo principal: cogito ergo sum
    Na quarta parte do Discurso Descartes realiza a prova ontológica, ou seja, a prova da existência do ser e também a prova da existência deDeus.
    Aplicando o método a si mesmo, Descartes confronta o próprio raciocínio. Ele argumenta que, embora a mente possa tanto raciocinar sobre coisas reais quanto sobre coisas de sonhos, enquanto acordado ou dormindo respectivamente, ele não pode, ao refletir sobre a veracidade desses pensamentos, negar que esteja pensando; e como sujeito pensante, conclui que é seguro supor a própria existência:
    “Mais aussitôt après je pris garde que, pendant que je voulois ainsi penser que tout étoit faux, il falloit nécessairement que moi qui le pensois fusse quelque chose; et remarquant que cette vérité, je pense, donc je suit, étoit si ferme et si assurée, que (…) je jugeai que je pouvois la recevoir sans scrupule pour le premier principe de la philosophie que je cherchois.” (Discurso, parte 4)
    (“Mas imediatamente que eu observava isso, que os pensamentos de sonho se confundem com a realidade, ainda assim eu desejava pensar que tudo era falso, era absolutamente necessário que eu, quem pensa, seja algo; e enquanto eu observava que isso é verdadeiro, eu penso, logo existo, era tão certo e tão evidente que (…) eu aceitei este como primeiro princípio de filosofia, que eu estava refletindo.”)
    Consoante, qualquer esforço para duvidar de sua própria existência era uma ocorrência de pensamento, e essa ocorrência exigia um sujeito pensante, ainda que mínimo. Eis portanto a prova da existência de mim mesmo.
    É preciso notar ainda que não é qualquer ato do eu que determina a existência. Um andar não provaria essa existência, uma vez que andar pode trazer a dúvida da existência das próprias pernas; somente um pensamento (seja ela uma dúvida, um desejo, uma afirmação, uma sensação ou similares) é indubitável e portanto adequa-se ao Método. Somente o pensamento, quando percebido, garante a existência doeu.
    [editar]Existência de Deus
    A existência de Deus é provada porque, existindo a razão e o pensamento, é preciso haver um fiador dessa razão e desse pensamento, algo que lhe dê coerência. Pela razão, existe Deus. Trata-se da retomada do pensamento de Aristóteles, do noesis noeseos (pensamento do pensamento), ou o “motor imóvel”. Além disso, Descartes demonstra que as idéias de perfeito, infinito e similares, são tão transcendentes a ele, ser imperfeito e finito, que é preciso haver algo de onde essa idéia venha, que não o próprio ser pensante:
    “Ensuite de quoi, faisant réflexion sur ce que je doutois, et que par conséquent mon être n’étoit pas tout parfait, car je voyois clairement que c’étoit une plus grande perfection de connoître, que de douter, je m’avisai de chercher d’où j’avois appris à penser à quelque chose de plus parfait que je n’étois; et je connus évidemment que ce devoit être de quelque nature qui fût en effet plus parfaite. (…) C’est à dire, pour m’expliquer en un mot, qui fût Dieu.” (Discurso, parte 4)
    (“A seguir, fazendo a reflexão sobre o fato de que eu duvido, e que por conseguinte meu ser não era absolutamente perfeito, porque eu via claramente que era perfeição maior conhecer do que duvidar, eu percebi que dessa reflexão concluía a existência de algo mais perfeito que eu era; e eu claramente percebi que essa percepção vinha de uma natureza que era de fato mais perfeita [que a minha]. (…) Para ser dito em uma palavra, que era Deus.”)
    Alguns dizem (um tanto implausivelmente, fora do respaldo da Lei da Causalidade e termodinamica, as leis mais solidas da nossa natureza) que Descartes incluiu a prova da existência de Deus apenas para satisfazer os censores do período[carece de fontes]. Os seguidores de Descartes logo perceberam que a dúvida metódica também poderia aplicar-se a Deus; de fato, a prova da existência de Deus é uma das partes mais fracas da argumentação de Descartes. Nas Meditações, Descartes também argumentará a existência de Deus através da suposição de que o pensamento de Deus contém também sua existência; o pensamento que contém o próprio pensado, mas todo esse argumento pode ser facilmente vencido pela causa/efeito, o que domina toda a razão.
    Outros dizem plausivelmente, que a relação causa e efeito só pode ser quebrada por um ser perfeito, sobrenatural, portanto Deus, tornando o argumento logicamente perfeito, e ainda fortalecido por evidências naturais apontadas pela ciência, Relatividade Geral, Termodinamica, Lei da Causalidade, Teoria do BigBang ou evidências metafisicas apontadas pela razão.
    [editar]Aplicação do método nas ciências
    Descartes mostra, no penúltimo capítulo do Discurso, a aplicação prática do método a algumas questões científicas. Entre elas, destaca-se a descrição dos animais não-humanos como máquinas orgânicas complexas, marca do mecanicismo atribuído a Descartes.
    De fato, Descartes afirma que vários dos comportamentos do próprio ser humano são passíveis de explicações mecânicas. O que diferenciaria o ser humano dos demais animais seria a capacidade de responder criativamente ao meio, em especial através da linguagem. Trata-se de uma antecipação do famoso teste de Turing, usado para determinar a existência de inteligência com base na capacidade criativa de algo ou alguém.
    O Método, em seu aspecto de dividir, ordenar e classificar, é a base de muitos conceitos científicos que vieram a ser desenvolvidos nos anos subseqüentes, de grande importância para a humanidade: o sistema de coordenadas cartesiano, o cálculo, a geometria analítica e a disposição estatística em histogramas.
    A grande contribuição (para alguns, desastrosa) de Descartes para a ciência moderna está, efetivamente, na descaracterização de um mundo enquanto qualitativo e sua redução a um mundo puramente quantitativo. Do Discurso, conclui-se que Deus existe, assim como o eu pensante ou alma (res cogitans) e a matéria ou extensão (res extensa, isto é, o corpo – esta concessão ao realismo trouxe muitos problemas ao idealismo); tudo mais deve ser expresso em termos destas existências.
    [editar]Ver também
     Epistemologia
     Racionalismo
     Dúvida hiperbólica
     Gênio maligno
    [editar]Filósofos de inspiração cartesiana
     Baruch Spinoza
     Blaise Pascal
     Nicolas Malebranche
    [editar]Bibliografia
     MORENTE, Manuel García. Curso de Filosofia: lições preeliminares. São Paulo : Mestre Jou, 1967

    Abraço.

    Fique c/ Deus.
    *Não vou te incomodar mais. Prometo.

    • Oi SILCAR,

      primeiro, um esclarecimento importante: o texto e o livro que te passei não são meus. São de um cara chamado Alex Castro. É outro Alex🙂

      Não vou me alongar muito ao restante do comentário pois vc já deu sinais de que pretende finalizar a discussão, portanto, não vou me extender demais. Mas cabem algumas reflexões.

      Vc escreveu:

      ““Renné Descartes” acreditava em Deus e afirmou sobre sua existência. Fiquei meio “maluco” aqui, a “pessoa” que criou o Método Científico que buscou a “Razão” absoluta e questionou tudo o que fosse metafísico, declarou acreditar na Existência de Deus.”

      Veja bem, não interessa o que Descartes acreditava. Embora ele possa ter achada que “provou” pela razão que “Deus” existe, o fato de ele ter sido quem foi não nos faz ser obrigados a aceitar automaticamente o que ele escreveu. Veja que no próprio texto da wikipedia que vc copiou no comentário há seguinte trecho: “Os seguidores de Descartes logo perceberam que a dúvida metódica também poderia aplicar-se a Deus; de fato, a prova da existência de Deus é uma das partes mais fracas da argumentação de Descartes.”

      A “prova” de Descartes não se sustenta. Veja o trecho: “A existência de Deus é provada porque, existindo a razão e o pensamento, é preciso haver um fiador dessa razão e desse pensamento, algo que lhe dê coerência. Pela razão, existe Deus.”
      Embora possa ser tentador aceitar isso automaticamente, temos que ter em mente que nossos conhecimentos evoluíram muito desde a época de Descartes. Hoje já temos condições de afirmar que o pensamento, a mente, e por consequencia nossa razão, são expressões do que acontece em nosso cérebro, em nossas intricadas redes de células cerebrais e suas sinapses, algo puramente biológico. Diante disso, derruba-se facilmente essa alegação de Descartes (novamente chamo a atenção para o fato de Descartes, à época, não ter como saber disso, portanto ele apneas estava trabalhando com as limitadas ferramentas existentes no contexto em que vivia). Nesse sentido, somos bem parecidos com nossos parentes evolutivos no reino animal. Como disse Charles Darwin “a diferença entre a mente de um homem e a de animais evoluídos, grande como é, é certamente uma diferença de grau e não de tipo”. A “razão” contida no argumento ontológico conforme apresentado por Descartes não se sustenta em pé à luz dos nossos conhecimentos atuais.

      Abraço.

  42. Ok. Valeu esclarecimento.
    Obrigado pelo resposta.
    Desculpa, pelo Livro, não li o sobrenome.
    Grato.
    C/ Deus.

  43. Boa noite, prezado Alex.
    Descupla, mas preciso dividir, compartilhar meus achados (textos) com vc.

    Estou muito satisfeito com o que encontrei nos últimos dias (tenho lido d+). Mas queria, talvez vc já tenha visto/lido a reportagem e biogria de Francis Collins (Cientista contemporâneo) e Allan Sandege. Louis Pasteur tb é outra referencia importante que encontrei. Todos eles acreditam em Deus. Não da forma convencional que muitas igrejas (padres e pastores) pregam e utilizam-se da religião. Ao contrário, por serem cientistas de renome, em especial Francis Collins, eles acreditam em um ser inteligente e em uma força superior (Deus). Eles falam muito mais sofisticado do que os próprios religiosos.
    Fiquei mesmo impressionado com o Francis Collins, nunca, jamais imaginei que cientista do naipe dele pudesse acreditar tanto em Deus e defender Deus perante a comunidade científica e a população mundial em geral. Inclusive ele lançou um livro. Li todo já, 300 pags. (tem internet).
    Enfim, o que eu aprendi com o professor, Dr. Collins é o seguinte:
    CIÊNCIA E RELIGIÃO NÃO SÃO EXCLUDENTES, AO CONTRÁRIO UMA COMPLEMENTA A OUTRA.
    Para mim o assunto está claro, ou seja não a menor necessidade discusão, parece até infantilidade, pois são duas grandezas: Ciência enquanto Razão cuida das coisas materiais, enquanto Deus (espiritualidade) cuida do metafísico. Como disse Collins o Método Cientíco não consegue desvendar e provar (jamais) o questão da Fé. Mas isso não tira a importância da Ciência, tampouco elimar Deus de nossa vida. Achei fantástico! Pois ele é usuário corrente do Método Científico e fala dessa forma, não o que contestar a meu ver.
    Isto para mim, após ler diversos artigos dele, entrevistas dele (inclusive p/ Revista Veja), entrevista na CNN, dentre outras. Para mim fechou a idéia que me faltava. Não há porque discutir religião quando se fala de Fé em Deus. Se para Collins (experiente estudioso e conhecedor do Método Científico a fundo e tb conhecedor de Religião/Deus), ele que é uma autoridade mundial hoje no Projeto mais importante da atualidade (Genoma).
    E o que mais achei interessante é que ele conhece a fundo de Biologia avançada e mesmo assim isso não impede dele acreditar nas duas coisas: Ciência e Religião.

    Fonte que eu pesquisei foram:
    (Texto são grandes, mas anexei abaixo) caso queira ler. Talvez já os conheça.
    Abraço.
    C/ Deus.

    Edição 1992. 24 de janeiro de 2007
    Entrevista: Francis Collins
    Ciência não exclui Deus
    O biólogo que desvendou o genoma humano
    explica por que é possível aceitar as teorias de
    Darwin e ao mesmo tempo manter a fé religiosa

    Gabriela Carelli
    O biólogo americano Francis Collins é um dos cientistas mais notáveis da atualidade. Diretor do Projeto Genoma, bancado pelo governo americano, foi um dos responsáveis por um feito espetacular da ciência moderna: o mapeamento do DNA humano, em 2001. Desde então, tornou-se o cientista que mais rastreou genes com vistas ao tratamento de doenças em todo o mundo. Collins também é conhecido por pertencer a uma estirpe rara, a dos cientistas cujo compromisso com a investigação do mundo natural não impede a profissão da fé religiosa. Alvo de críticas de seus colegas, cuja maioria nega a existência de Deus, Collins decidiu reagir. Ele lançou há pouco nos Estados Unidos o livro The Language of God (A Linguagem de Deus). Nas 300 páginas da obra, o biólogo conta como deixou de ser ateu para se tornar cristão aos 27 anos e narra as dificuldades que enfrentou no meio acadêmico ao revelar sua fé. “As sociedades precisam tanto da ciência como da religião. Elas não são incompatíveis, mas complementares”, explica o cientista. A seguir, a entrevista de Collins a VEJA:
    Veja – No livro A Linguagem de Deus, o senhor conta que era um “ateu insolente” e, depois, se converteu ao cristianismo. O que o fez mudar suas convicções?
    Francis Collins – Houve um período em minha vida em que era conveniente não acreditar em Deus. Eu era jovem, e a física, a química e a matemática pareciam ter todas as respostas para os mistérios da vida. Reduzir tudo a equações era uma forma de exercer total controle sobre meu mundo. Percebi que a ciência não substitui a religião quando ingressei na faculdade de medicina. Vi pessoas sofrendo de males terríveis. Uma delas, depois de me contar sobre sua fé e como conseguia forças para lutar contra a doença, perguntou-me em que eu acreditava. Disse a ela que não acreditava em nada. Pareceu-me uma resposta vaga, uma frase feita de um cientista ingênuo que se achava capaz de tirar conclusões sobre um assunto tão profundo e negar a evidência de que existe algo maior do que equações. Eu tinha 27 anos. Não passava de um rapaz insolente. Estava negando a possibilidade de haver algo capaz de explicar questões para as quais nunca encontramos respostas, mas que movem o mundo e fazem as pessoas superar desafios.
    Veja – Que questões são essas para as quais não encontramos respostas?
    Collins – Falo de questões filosóficas que transcendem a ciência, que fazem parte da existência humana. Os cientistas que se dizem ateus têm uma visão empobrecida sobre perguntas que todos nós, seres humanos, nos fazemos todos os dias. “O que acontece depois da morte?” ou “Qual é o motivo de eu estar aqui?”. Não é certo negar aos seres humanos o direito de acreditar que a vida não é um simples episódio da natureza, explicado cientificamente e sem um sentido maior. Esse lado filosófico da fé, na minha opinião, é uma das facetas mais importantes da religião. A busca por Deus sempre esteve presente na história e foi necessária para o progresso. Civilizações que tentaram suprimir a fé e justificar a vida exclusivamente por meio da ciência – como, recentemente, a União Soviética de Stalin e a China de Mao – falharam. Precisamos da ciência para entender o mundo e usar esse conhecimento para melhorar as condições humanas. Mas a ciência deve permanecer em silêncio nos assuntos espirituais.
    Veja – A maioria dos cientistas argumenta que a crença em Deus é irracional e incompatível com as descobertas científicas. O zoólogo Richard Dawkins, com quem o senhor trava um embate filosófico sobre o tema, diz que a religião é a válvula de escape do homem, o vírus da mente. Como o senhor responde a isso?
    Collins – Essa perspectiva de Dawkins é cheia de presunção. Eu acredito que o ateísmo é a mais irracional das escolhas. Os cientistas ateus, que acreditam apenas na teoria da evolução e negam todo o resto, sofrem de excesso de confiança. Na visão desses cientistas, hoje adquirimos tanta sabedoria a respeito da evolução e de como a vida se formou que simplesmente não precisamos mais de Deus. O que deve ficar claro é que as sociedades necessitam tanto da religião como da ciência. Elas não são incompatíveis, mas sim complementares. A ciência investiga o mundo natural. Deus pertence a outra esfera. Deus está fora do mundo natural. Usar as ferramentas da ciência para discutir religião é uma atitude imprópria e equivocada. No ano passado foram lançados vários livros de cientistas renomados, como Dawkins, Daniel Dennett e Sam Harris, que atacam a religião sem nenhum propósito. É uma ofensa àqueles que têm fé e respeitam a ciência. Em vez de blasfemarem, esses cientistas deveriam trabalhar para elucidar os mistérios que ainda existem. É o que nos cabe.
    Veja – O senhor afirma que as sociedades precisam da religião, mas como justificar as barbaridades cometidas em nome de Deus através da história?
    Collins – Apesar de tudo o que já aconteceu, coisas maravilhosas foram feitas em nome da religião. Pense em Madre Teresa de Calcutá ou em William Wilberforce, o cristão inglês que passou a vida lutando contra a escravatura. O problema é que a água pura da fé religiosa circula nas veias defeituosas e enferrujadas dos seres humanos, o que às vezes a torna turva. Isso não significa que os princípios estejam errados, apenas que determinadas pessoas usam esses princípios de forma inadequada para justificar suas ações. A religião é um veículo da fé – essa, sim, imprescindível para a humanidade.
    Veja – O senhor diz que a ciência e a religião convergem, mas devem ser tratadas separadamente. Como vê o movimento do “design inteligente”, em que cientistas usam a religião para explicar fatos da natureza que permanecem um mistério para a ciência?
    Collins – Essa abordagem é um grande erro. Os cientistas não podem cair na armadilha a que chamo de “lacuna divina”. Lamento que o movimento do design inteligente tenha caído nessa cilada ao usar o argumento de que a evolução não explica estruturas tão complicadas como as células ou o olho humano. É dever de todos os cientistas, inclusive dos que têm fé, tentar encontrar explicações racionais para tudo o que existe. Todos os sistemas complexos citados pelo design inteligente – o mais citado é o “bacterial flagellum”, um pequeno motor externo que permite à bactéria se mover nos líquidos – são um conjunto de trinta proteínas. Podemos juntar artificialmente essas trinta proteínas, que nada vai acontecer. Isso porque esses mecanismos se formaram gradualmente através do recrutamento de outros componentes. No curso de longos períodos de tempo, as máquinas moleculares se desenvolveram por meio do processo que Darwin vislumbrou, ou seja, a evolução.
    Veja – Qual a sua leitura da Bíblia?
    Collins – Santo Agostinho, no ano 400, alertou para o perigo de se achar que a interpretação que cada um de nós dá à Bíblia é a única correta, mas a advertência foi logo esquecida. Agostinho já dizia que não há como saber exatamente o que significam os seis dias da criação. Um exemplo de que uma interpretação unilateral da Bíblia é equivocada é que há duas histórias sobre a criação no livro do Gênesis 1 e 2 – e elas são discordantes. Isso deixa claro que esses textos não foram concebidos como um livro científico, mas para nos ensinar sobre a natureza divina e nossa relação com Ele. Muitas pessoas que crêem em Deus foram levadas a acreditar que, se não levarmos ao pé da letra todas as passagens da Bíblia, perderemos nossa fé e deixaremos de acreditar que Cristo morreu e ressuscitou. Mas ninguém pode afirmar que a Terra tem menos de 10 000 anos a não ser que se rejeitem todas as descobertas fundamentais da geologia, da cosmologia, da física, da química e da biologia.
    Veja – O senhor acredita na Ressurreição?
    Collins – Sim. Também acredito na Virgem Maria e em milagres.
    Veja – Não é uma contradição que um cientista acredite em dogmas e milagres?
    Collins – A questão dos milagres está relacionada à forma como se acredita em Deus. Se uma pessoa crê e reconhece que Ele estabeleceu as leis da natureza e está pelo menos em parte fora dessa natureza, então é totalmente aceitável que esse Deus seja capaz de intervir no mundo natural. Isso pode aparecer como um milagre, que seria uma suspensão temporária ou um adiamento das leis que Deus criou. Eu não acredito que Deus faça isso com freqüência – nunca testemunhei algo que possa classificar como um milagre. Se Deus quis mandar uma mensagem para este mundo na figura de seu filho, por meio da Ressurreição e da Virgem Maria, e a isso chamam milagre, não vejo motivo para colocar esses dogmas como um desafio para a ciência. Quem é cristão acredita nesses dogmas – ou então não é cristão. Faz parte do jogo.
    Veja – É possível acreditar nas teorias de Darwin e em Deus ao mesmo tempo?
    Collins – Com certeza. Se no começo dos tempos Deus escolheu usar o mecanismo da evolução para criar a diversidade de vida que existe no planeta, para produzir criaturas que à sua imagem tenham livre-arbítrio, alma e capacidade de discernir entre o bem e o mal, quem somos nós para dizer que ele não deveria ter criado o mundo dessa forma?
    Veja – Alguns cientistas afirmam que a religião e certas características ligadas à crença em Deus, como o altruísmo, são ferramentas inerentes ao ser humano para garantir a evolução e a sobrevivência. O senhor concorda?
    Collins – Esses argumentos podem parecer plausíveis, mas não há provas de que o altruísmo seja uma característica do ser humano que permite sua sobrevivência e seu progresso, como sugerem os evolucionistas. Eles querem justificar tudo por meio da ciência, e isso acaba sendo usado para difundir o ateísmo.
    Veja – Mas o altruísmo é visto hoje pela genética do comportamento como uma característica herdada pelos genes, assim como a inteligência. O senhor, como geneticista, discorda da genética comportamental?
    Collins – Há muitas teorias interessantes nessa área, mas são insuficientes para explicar os nobres atos altruístas que admiramos. O recado da evolução para cada um de nós é propagar o nosso DNA e tudo o que está contido nele. É a nossa missão no planeta. Mas não é assim, de forma tão lógica, que entendo o mundo, muito menos o altruísmo e a religiosidade. Penso em Oskar Schindler, que se sacrificou por um longo período para salvar judeus, e não pessoas de sua própria fé. Por que coisas desse tipo acontecem? Se estou caminhando à beira de um rio, vejo uma pessoa se afogar e decido ajudá-la mesmo pondo em risco a minha vida, de onde vem esse impulso? Nada na teoria da evolução pode explicar a noção de certo e errado, a moral, que parece ser exclusiva da espécie humana.
    Veja – Muitas religiões são contrárias ao uso de técnicas científicas que poderiam salvar vidas, como a do uso de células-tronco. Como o senhor se posiciona nessa polêmica?
    Collins – Temos de ser sensíveis e respeitar as diferentes religiões no que diz respeito aos avanços científicos. Mas interromper as pesquisas científicas ou impedir que uma pessoa com uma doença terrível tenha uma vida melhor só porque a religião não aceita determinado tratamento é antiético. Por outro lado, existem fronteiras que a ciência não deve transpor, como a clonagem humana, que além de tudo não serviria para nada a não ser para nos repugnar. Cada caso tem de ser avaliado isoladamente.
    Veja – Os geneticistas são muitas vezes acusados de brincar de Deus. Como o senhor encara essas críticas?
    Collins – Se todos brincássemos de Deus como Deus gostaria, com esperança e amor, ninguém se abateria muito com comentários do gênero. Mas somos seres humanos e temos propensão ao egoísmo e aos julgamentos equivocados. O importante é não reagir de forma exagerada à perspectiva de que as pessoas possam vir a fazer mau uso das descobertas da genética, mas sim focar o lado bom dessa “brincadeira”. A maior parte das pesquisas genéticas busca a cura de doenças como câncer, problemas cardíacos, esquizofrenia. São objetivos louváveis. Para evitar o uso impróprio da ciência, o Projeto Genoma Humano apóia um programa que visa a preservar a ética nas pesquisas genéticas e certificar-se de que todas as nossas descobertas beneficiarão as pessoas e a sociedade.
    Veja – O que esperar das pesquisas genéticas no futuro?
    Collins – Nos próximos dois ou três anos vamos descobrir os fatores genéticos que criam a propensão ao câncer, ao diabetes e às doenças cardiovasculares. Isso possibilitará que as pessoas saibam que provavelmente vão desenvolver esses males e tomem medidas preventivas contra eles, com a ajuda do médico. Mais à frente, as descobertas das relações entre o genoma e as doenças farão com que os tratamentos e os remédios sejam personalizados, tornando-os mais eficientes e com menos efeitos colaterais.
    Veja – O senhor acredita que Deus ouve suas preces e as atende?
    Collins – Eu nunca ouvi Deus falar. Algumas pessoas ouviram. Não acredito que rezar seja um caminho para manipular as intenções de Deus. Rezar é uma forma de entrarmos em contato com Ele. Nesse processo, aprendemos coisas sobre nós mesmos e sobre nossas motivações.

    Descontradizendo Contradições
    “Nenhuma arma forjada contra você prevalecerá, e você refutará toda língua que a acusar. Esta é a herança dos servos do Senhor, e esta é a defesa que faço do nome deles”, declara o Senhor”.

    Isaías 54:17

    terça-feira, 15 de junho de 2010
    Homens de Fé e Ciência: Allan Sandage

    Por Dr. Ben Clausen

    Allan Sandage (1926 -) teve desde sua infância uma fascinação pelas estrelas e pelo funcionamento do mundo. Era uma criança religiosa, que freqüentava a Igreja Metodista enquanto seus pais dormiam. Obteve seu Bacharelado em Física na Universidade de Illinois (EUA) em 1948, e fez seu doutorado em Física no Instituto de Tecnologia da Califórnia. Posteriormente fez o pós-doutorado na Universidade de Princeton. Em 1952 começou a trabalhar com um grupo de pesquisadores dos Observatórios do Monte Palomar e do Monte Wilson, e como assistente do famosoEdwin Hubble. Hubble morreu um ano depois, deixando Sandage encarregado da tarefa de continuar a cartografia estelar da expansão do universo. Em 1997 aposentou-se, porém continuou como Astrônomo Emérito do Grupo de Pesquisa dos Observatórios (em Pasadena, Califórnia) pertencente à Instituição Carnegie de Washington.

    A continuidade dada por Sandage à disciplina de observação cosmológica que Hubble havia iniciado lançou a base para responder as perguntas fundamentais da Cosmologia: idade, tamanho, forma e, talvez, destino do universo. Para isso, era necessário achar o verdadeiro valor da constante de Hubble, Ho (ou seja, a velocidade da expansão do universo) e o parâmetro de desaceleração (ou seja, como decresce essa velocidade). Em 1929 o valor que Hubble obteve para Ho era 500 km/seg/Mpc, porém com novas técnicas usadas entre 1960 e 1970, Sandage e G. Tammann (suíço) reduziram este valor para 50. Isto trouxe a idade do universo para cerca de 20 bilhões de anos. A constante de Hubble se baseia em dois valores: a) o deslocamento para o vermelho da luz das galáxias, o que é relativamente fácil de determinar, e b) a distância até essas galáxias, o que é muito mais difícil. Tem havido muitas controvérsias acerca desses valores, porém os últimos dados são mais consistentes com o valor de H determinado por Sandage.

    Além de trabalhar com a constante de Hubble, Sandage tem também investigado as pulsações das estrelas variáveis, a evolução estelar, a primeira identificação óptica dos quasares e a classificação, formação e evolução de galáxias. Sandage escreveu mais de 400 artigos e cinco livros. Foi premiado com as mais altas honrarias pela Inglaterra, Estados Unidos e Suécia (esta última equivalente ao prêmio Nobel).

    Sandage ressalta que a ciência pode tratar somente de uma área limitada dos problemas. A astronomia não pode nos dizer o porquê, nem indicar-nos o propósito. A ciência não pode nos dar base para compreendermos a existência, o propósito, o valor moral, e o livre arbítrio. A ciência não tem significado em si mesma, porém a religião é plena de significado.

    Por volta dos seus cinqüenta anos, Sandage veio a compreender que deve haver algum princípio organizador e de ordenação, que chamou de Deus. O mundo era demasiado mágico para ser um acidente. As “conexões delicadas” necessitavam de um programa de ação. A astronomia mostrava evidências de planejamento, e mesmo a vida podia ser melhor explicada como milagre do que como casualidade. A “tremenda complexidade do equilíbrio químico do corpo humano” tinha que ser um milagre, não poderia ser causada pela “progressiva seleção do mais apto”. Temos que “inclinarnos ante o mistério da existência”.

    Entretanto, o fato da existência de planejamento levou Sandage ao “Deus dos filósofos e não ao Deus das Escrituras”. Reconheceu que identificar a força organizadora como o Deus da Bíblia requeria um salto de fé. Não bastava somente o caminho da razão. Apenas um ato de vontade lhe poderia trazer paz, e finalmente decidiu dar o salto de fé. “Finalmente decidi usar minha vontade para crer”, diz Sandage. “As respostas às perguntas da vida requerem um ato da vontade e este ato da vontade não encontra lugar no método científico. No cristianismo nós cremos antes de ter todas as evidências, e então esperamos o que acontece. A fé precede a compreensão; e temos que crer para poder entender. Esta trajetória religiosa, às vezes, é um salto demasiado grande para alguns homens de ciência.”

    A conversão completa de Sandage foi no ano de 1980 e deu-se com a ajuda do testemunho de cristãos dedicados que ele admirava por outras razões. Uniu-se a uma comunidade de fé, e passou a pertencer aos “Fundamentalistas Evangélicos.”

    Sandage afirma: “o evento da criação está fora do campo da ciência e somente pode ser entendido através do sobrenatural. A expansão do universo é uma predição científica que aponta para o evento da criação. As flutuações quânticas como fontes de criação são uma especulação vazia. A física não provê nenhum modo de predizer este evento sobrenatural.” Ele considera que a ciência e a religião devem relacionar-se mutuamente com seriedade, porém devem-se fixar claramente seus limites. A ciência responde o que, quando e como, e a religião responde por quê.

    Sandage se considera um homem religioso. Suas vigílias à noite no telescópio são-lhe inspiradoras. Contudo, a ciência encerra muitos mistérios para ele: por que a matemática explica tão bem o mundo; o porquê da ação à distância da gravidade de Newton; o eletromagnetismo de Maxwell e como funciona; e a mecânica quântica.

    Entretanto, o fato da existência de planejamento levou Sandage ao “Deus dos filósofos e não ao Deus das Escrituras”. Reconheceu que identificar a força organizadora como o Deus da Bíblia requeria um salto de fé. Não bastava somente o caminho da razão. Apenas um ato de vontade lhe poderia trazer paz, e finalmente decidiu dar o salto de fé. “Finalmente decidi usar minha vontade para crer”, diz Sandage. “As respostas às perguntas da vida requerem um ato da vontade e este ato da vontade não encontra lugar no método científico. No cristianismo nós cremos antes de ter todas as evidências, e então esperamos o que acontece. A fé precede a compreensão; e temos que crer para poder entender. Esta trajetória religiosa, às vezes, é um salto demasiado grande para alguns homens de ciência.”

    A conversão completa de Sandage foi no ano de 1980 e deu-se com a ajuda do testemunho de cristãos dedicados que ele admirava por outras razões. Uniu-se a uma comunidade de fé, e passou a pertencer aos “Fundamentalistas Evangélicos.”

    Sandage afirma: “o evento da criação está fora do campo da ciência e somente pode ser entendido através do sobrenatural. A expansão do universo é uma predição científica que aponta para o evento da criação. As flutuações quânticas como fontes de criação são uma especulação vazia. A física não provê nenhum modo de predizer este evento sobrenatural.” Ele considera que a ciência e a religião devem relacionar-se mutuamente com seriedade, porém devem-se fixar claramente seus limites. A ciência responde o que, quando e como, e a religião responde por quê.

    Sandage se considera um homem religioso. Suas vigílias à noite no telescópio são-lhe inspiradoras. Contudo, a ciência encerra muitos mistérios para ele: por que a matemática explica tão bem o mundo; o porquê da ação à distância da gravidade de Newton; o eletromagnetismo de Maxwell e como funciona; e a mecânica quântica.

    Referências:

    * Durbin, William A. 2003. “Negotiating the Boundaries of Science and Religion: The Conversion of Allan Sandage.” Zygon 38 (Março): 71-84.

    * Sandage, Allan. 2002. Entrevista com Philip Clayton, e “Science and religion: Separate closets in the same house.” In Science and the Spiritual Quest: New Essays by Leading Scientists, ed. W. Mark
    Richardson, Robert John Russel, Philip Clayton, and Kirk Wegter-McNelly, 52-63. New York: Routledge.

    * Thompson, Francis. 1881. The Hound of Heaven – http://www.cin.org/liter/hound. html ehttp://sandhwak.tripod.com/adtxt/astronomy.html
    Postado por Pipe Desertor às 07:35
    Marcadores: Criacionismo

    • Olá SILCAR,

      achei que já tinha deixado claro no outro comentário quando comentei as informações que vc trouxe sobre Descartes, mas caso não tenha ficado claro, vai mais uma vez: Não importa muito o que fulano ou cicrano acredita. Determinada pessoa pode ser a maior autoridade sobre o que quer que seja, ainda sim suas ideias não devem ser tomadas como verdadeiras automaticamente. Sim, eu já conhecia a posição de Collins, bem como de muitos outros cientistas, alguns acreditam em um deus pessoal, outros em uma “força” indefinida que rege o universo, e ainda uma grande parte sequer considera essas possibilidades. Mais um texto pra vc: http://bulevoador.com.br/2010/08/16372/

      “A maioria dos cientistas de grande realização na atualidade não acredita em nenhum deus pessoal. 72% são ateus e quase 78% não acreditam em vida após a morte.
      A fonte é a revista Nature (1998).
      Entre os filósofos, uma pesquisa feita pelo filósofo David Chalmers encontrou 73% de não adesão ao teísmo entre todas as especialidades.
      As posições defendidas por mais de 50% dos filósofos acadêmicos de todas as áreas são: conhecimento a priori, distinção entre analítico e sintético, externalismo epistêmico, realismo não-cético, empirismo, compatibilismo, ateísmo, leis da natureza não-humeanas, lógica clássica, conteúdo mental externalista, realismo moral, naturalismo, fisicalismo, cognitivismo moral, representacionismo perceptual, visão psicológica de identidade pessoal, igualitarismo, realismo científico, “mudar a linha do bonde” para o famoso problema moral do bonde desgovernado, teoria correspondentista da verdade (em oposição à coerentista, bastante adotada por teístas).
      Ser teísta não exclui ninguém de estar na intelligentsia acadêmica. Mas as pesquisas acima apóiam a afirmação de obsolescência do teísmo no mundo acadêmico.
      Isso não é um apelo à autoridade nem ao número. Significa que a maioria da elite acadêmica rejeita a crença em deuses. Os argumentos ou razões para isso é que devem ser o real motivo para dizer que o teísmo é uma posição intelectual obsoleta. Esta questão deve ser julgada por argumentos que expliquem de forma independente estes números. Filósofos modernos como Michael Martin, Daniel Dennett e Colin McGinn também dão suas razões para não aceitar o teísmo.
      Estes números podem e devem ser usados em resposta àqueles que acham que podem sustentar o teísmo citando a autoridade de acadêmicos teístas como Francis Collins e Alvin Plantinga (isso quando não mentem sobre as crenças de Einstein ou invocam autoridades de séculos atrás que também costumavam acreditar em alquimia e astrologia).
      É muito fácil os teístas e os ateus se degladiarem com números e nomes de autoridades. Difícil é responder por que os números são como são, e por que os intelectuais de maior produção atualmente estão na contramão dos apologistas da fé. Na verdade… este trabalho é mais difícil para os teístas.”

      Não é totalmente verdadeiro que ciência e religião não são excludentes. Depende sob qual ângulo vc olha. Por exemplo, uma determinada alegação pode ter uma explicação científica e uma religiosa completamente incompatíveis entre si. Assim, também não seria totalmente correto dizer que são “complementares”; podem o ser se consideradas questões pessoais. Por exemplo, pra vc as duas podem ser complementares, a ciência te auxilia a se comunicar com o mundo, a se tratar de sintomas de doenças, a assistir TV ou ouvir música, etc, enquanto a religião lhe provém uma satisfação emocional baseada em sua fé. Nesse caso, ok, situações complementares. Porém, para descrentes em geral, e aí eu me incluo, a palavra “fé” é irrelevante; minha satisfação emocional vem da minha relação comigo mesmo, com as pessoas à minha volta e com o mundo, e não com figuras etéreas cuja existência só pode ser aceita se ignorarmos as evidências em contrário e aceitarmos sem questionamentos que existe um “fantasmão amorfo” nos observando e controlando nossas vidas.

      Collins está certíssimo em uma coisa: “o Método Cientíco não consegue desvendar e provar (jamais) questão da Fé”. Isso é óbvio, até porque essa não é a função e nem a intenção da ciência. A fé, por definição, é acreditar em coisas sem que haja evidências para tal. Já na ciência, para se tirar uma conclusão sobre algo, são necessárias evidências. por isso as duas não se misturam. Todavia, a cada descoberta que o ser humano vem fazendo sobre a vida, o universo e tudo o mais, os deuses foram sendo colocados cada vez mais pro escanteio. Se podemos explicar algo baseado somente no que conhecemos (e que pode ser verificado) das leis naturais, pra que postular a existência de seres invisíveis, inobserváveis, inalcançáveis?

      Nós ainda estamos sujeitos a boa dose de dissonância cognitiva, por meio da qual somos completamente racionais, lógicos e metódicos em algumas áreas e, por outro lado, aceitamos alegações extraordinárias sem qualquer tipo de verificação em outras questões. Collins é um bom exemplo. Ele diz, por exemplo, acreditar em milagres e até mesmo na patética história do suposto nascimento de uma criança em uma virgem. Por outro lado, duvido muito que ele acreditasse automaticamente caso algum assistente do laboratório dele fizesse uma alegação bem menos extraordinária do que essas, por exemplo, que descobriu um conjunto de genes inativos que provariam que somos descendentes de extraterrestres. vc não acha que ele iria querer conhecer as evidências disso?
      Isso é dissonância cognitiva. A pessoa aplica a razão e a lógica em determinadas questões de sua vida, porém as deixa completamente de lado em outras.

      O mesmo vale pro Allan Sandage.

      Abraço.

  44. Oi Alex.
    Gosto de seu posicionamento, sinceramente. Só quis dividir com vc minhas recentes descobertas dessa área. Para vc é tudo muito natural discutir essas questões e vc já tem oponião formada. E eu, sinceramente, do fundo do meu coração, respeito de verdade.
    Foi ótimo para mim poder ter dialogado c/ vc todos esses dias.
    Pode ter certeza que evolui muito nesses últimos dias e vc contribuiu muito para isto. Portanto, te agradeço uma vez mais.
    Vou ficar com a posição de respeito a Ciência e crença total em Deus por intermédio de minha Fé.
    Valeu muito.
    Gostei muito de sua ponderação nos últimos comentários e em especial neste último.
    Fique c/ Deus.
    Abraço.

  45. como entro em contato com vc ? gostaria de te mandar uma mensagem pessoal sobre uma coisa que consta nos comentarios deste texto, favor me contatar pelo meu email que inclui aqui junto. tchau

  46. Há uma frase muito comoda, mas tb que tem verdade, ‘Gosto, cor e religião não se discute” Estamos lutando por um mundo humano, estamos lutando pela unidade, então respeito é um ponto para começar. Se temos algo a dizer vamos falar pessoalmente ao representantes dos grupos. Por que jogar pedras em determinada instituição se temos tantas instituições que tb erram? Afinal toda instituição é composta de seres humanos e crítica desse porte vejo como falta de caráter, não vai chegar à busca da cura da causa. Então vamos nos dar as mãos. estamos dando um grande passo que já está acontecendo pelo dialogo inter-religioso em nosso país, o ER nas escolas buscando essa integração. Vamos buscar o bem que o outro faz, podemos apontar sim o mal eu de acordo com a minha verdade(pois o outro também tem a sua verdade), mas a quem é de direito, pois pode dar processo. Vamos juntos construir um mundo melhor.
    Abraço

  47. Acho que o autor dessa coisa acredita em Matrix.kkkkkkkkkkk

  48. Amigo, A paz do Senhor.
    Engraçado como muitos são adeptos desta geração coca cola, onde tudo é lícito, deve-se ainda ver o mal que está fazendo a si mesmo, querendo enganar-se, deve falar assim apoiando a livre escolha da prostituição, por não saber como funciona o mundo da prostituição, ataca quem vai contra este total desprezo ao ser humano, onde o outro se vende, se deixando ser totalmente humilhado pelo outro pelo deus dinheiro, álias só existem dois senhores, escolha a qual deles deseja servir, um você perde para ganhar que é o caso do Nosso Senhor Jesus Cristo, aliás já que se acha tão acima de todas as coisas, a quem deus tu serve? de onde tu veio? e que sentido tem tua vida? já que é um ser tão estudado e tão filosófico me responda esta pergunta. Só não vai me dizer que é da energia positiva deste mundo, só não vai me dizer que você vive para abrir os olhos dos hipócritas que defendem a fé, a tristeza é que teu orgulho ofende tua própria alma, e tu vai seguir com essa filosofia sem nunca encontrar resposta de nada.

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