Curso: Teoria, linguagem e crítica cinematográfica

Começo hoje um curso de 1 semana ministrado por Pablo Villaça, crítico de cinema e editor do site Cinema em Cena.

Sou um completo leigo no assunto. Minha admiração pelo cinema é, pelo menos até hoje, apenas como um mero expectador. Espero com essa oportunidade aumentar meus conehcimentos de forma a ter ainda mais prazer ao assistir aos filmes que me agradam.

Como “dever de casa” inicial, antes mesmo de começar o curso, foi solicitado que elaborássemos um texto sobre um de dois filmes indicados. um deles é o ótimo “Cães de Aluguel” (Reservoir Dogs), do também ótimo diretor Quentin Tarantino (do qual sou fã). Claro que o texto não ficou lá essas coisas… mas aí vai (atenção: para quem não viu o filme, há spoilers).

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Filme: Cães de Aluguel (Reservoir Dogs) – Quentin Tarantino

 

Logo na primeira cena do filme é possível identificar certa “marca” do diretor: diálogos casuais sobre assuntos inusitados. Tais diálogos chegam a me lembrar a série “Seinfeld”, autopromovida como “série sobre o nada”, com diálogos despretensiosos; tal como essa cena inicial.

 

Interessante também, nesta primeira cena, ter a nítida impressão de que todos aqueles homens se conhecem há anos, que são grandes amigos de longa data, tal é a descontração com que conversam sobre a música “Like a virgin” ou sobre dar ou não gorjetas. Impressão que é logo desconstruída à medida que descobrimos que aqueles “grandes camaradas”, na verdade, mal se conhecem.

 

Curioso ter um personagem no filme que apenas “está lá”. Não sei bem o que pensar sobre a existência do “Mr. Blue”, sobre o motivo de haver um personagem aparentemente dispensável para a trama; fiquei me perguntando se não poderia ser um bando de 5 pessoas. Talvez esteja sendo exigente demais; pode ser que a presença do “Mr. Blue” se justifique apenas para a arquitetura do plano de assalto, não sendo necessária sua participação na trama.

 

Acho que o fato de não haver demora em revelar ao espectador a identidade do traidor é mais um ponto bem interessante do filme. Entendo que nem toda narrativa é favorecida pelo “elemento surpresa” que somente é descoberto no final da história. Em alguns casos isso funciona muito bem, sem dúvida. Todavia, em uma história com pouquíssimos personagens, cuja narrativa se concentra na mescla entre presente e flashbacks, esse recurso de eliminação do “final surpresa” foi bem vindo.

 

Dois trechos interligados que me despertaram certa emoção ao rever o filme desta vez foram o medo e a angústia experimentada pelo “Mr. Orange” ao saber que está à beira da morte, bem como a expressão demonstrada ao atirar na mulher que o baleou. Quase dava para sentir seu remorso em ter atirado na motorista, não sei se por autodefesa, afinal, ela atirou primeiro, ou se para preservar o disfarce, pois “Mr. White” poderia achar meio suspeito se ele não reagisse à altura após ser baleado.

 

E claro, as cenas finais. A cena dos tiros simultâneos entre “Mr. White”, Joe e “Nice guy Eddie” já é clássica, e “Mr. Pink”, após dizer algumas vezes que era o único se portanto como profissional naquela bagunça, fez jus a esse título, saiu do meio da briga dos outros e acabou se dando bem. Ótimo final!

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