Evangélico critica “Dia do Evangélico”

No último dia 15 de setembro foi sancionada a Lei 12.328/2010, a qual institui o dia 30 de novembro como Dia do Evangélico. Não cria feriado e nem estabelece ponto facultativo.

Aproveitando, relembro um conceito de Laicismo retirado da Wikipedia, no qual fica claro que deve haver “neutralidade do Estado em matéria religiosa”. E aConstituição Federal, em seu art. 19, inciso I, determina que é vedado aos entes federativos “estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público”, caracterizando, dessa forma, o aspecto laico do Estado brasileiro.

Isso posto, a criação de um “Dia do Evangélico”, e aqui caberia a crítica à criação de um dia de qualquer religião, não condiz com um país verdadeiramente laico. Abaixo segue um texto que apresenta três vozes sensatas de dentro de igrejas evangélicas.

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Autor: Paulo Roberto Lopes

Fonte: Paulopes Weblog

O presidente da ELB (Academia Evangélica de Letras do Brasil), reverendoGuilhermino Cunha (foto), criticou a sanção na quarta-feira (15) pelo presidente Lula da lei 12.328 que institui o dia 30 de novembro como Dia do Evangélico.

“A iniciativa é simpática, mas a República nasceu laica e assim precisa continuar”, disse.

A ELB foi criada em 1962 pela Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro, da qual Cunha também é presidente. Ele disse que a Constituição – que estabelece a laicidade do Estado – tem de ser respeitada. “O presidente Lula deveria estar atento para isso.”

O projeto de lei do Dia do Evangélico é de um deputado do Maranhão, Cléber Verde, filiado ao PRB, partido ligado à Igreja Universal do Reino de Deus.

O teólogo e pastor Alexandre Marques disse que a lei, além de inconstitucional, é discricionária, porque privilegia uma única religião. Ele falou que, por uma questão de isonomia, teria de ser criado um dia para cada uma  das centenas de religiões que existem no país, incluindo as de tradições africanas e orientais, que foram perseguidas e demonizadas por um longo período.

Esse também é o ponto de vista do pastor Walmir Vieira, da Convenção Batista Carioca: “Se existe um Dia do Evangélico, deveria haver também um dia para os católicos, espíritas e assim por diante”.

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