E a barbárie não pára…

A violência fez mais um vítima a qual mereceu a atenção da mídia. Hoje faz uma semana da morte do menino João Roberto, 3 anos, morto por Policiais Militares no bairro Tijuca, Rio de Janeiro.

Segundo relato da mãe de João, 3 anos, em uma entrevista: “Não havia troca de tiros, eu não estava no meio de tiros. Passou um carro a mil por hora por mim, eu ouvi a sirene atrás e encostei o carro para a polícia passar. Pararam o carro atrás de mim e alvejaram.”.

É um absurdo o despreparo dos policiais envolvidos no caso. E não podemos achar que esse é um caso isolado. Nós, que estamos longe da realidade dos morros e das periferias, não sabemos o que realmente ocorre quando pessoas como essas entram de arma em punho nas comunidades para, supostamente, atacarem o crime organizado. Em uma corporação tão grande quanto a PM do Estado do Rio de Janeiro, muitos outros despreparados entram em ação todos os dias, armados e letais.

O pai de João Roberto, 3 anos, declarou: “Não tenho essa grandiosidade, não consigo perdoar.”. E nem deve. Esses PMs assassinos não merecem perdão. Os bandidos que eles perseguiam antes da tragédia não merecem perdão. A corporação que os treinou de forma deficiente não merece perdão. O poder público, que vem negligenciando as políticas públicas ao longo de décadas, não merece perdão.

Veremos mais uma vez passeatas clamando por paz. Entretanto, acredito que devemos lutar por mais. A paz é, ainda, uma utopia, na medida em que a história comprova que o ser humano jamais viveu em sociedade de forma completamente pacífica.

Devemos, sim, clamar por uma justiça eficaz. Por uma polícia eficiente. Por uma distribuição de renda efetiva. Pela honestidade de nossos representantes. Pela presença do Estado – aqui entendido como educação, saúde, transporte e segurança de qualidade – em todos os cantos de todas as cidades do país.

Como fazer isso? Ora, vivemos em uma sociedade dita democrática. A principal arma que temos para conduzir a transformação dessa sociedade é o voto, bem como a cobrança que dele deriva. Soluções mágicas não aparecerão. No dia em que começarmos a ter o descrito no parágrafo anterior, poderemos sonhar com um país mais civilizado.

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