O filme não me cativou, exceto pela belíssima interpretação de Meryl Streep, porém há um aspecto sobre o qual vale refletir.
O estado mental sob o qual se apresentada a protagonista do filme (não sei se Margaret Tatcher realmente está naquelas condições, mas estou com preguiça de pesquisar e não faz diferença pro meu argumento) é como um espelho que nos faz lembrar que um dia pode ser que venhamos a estar exatamente na mesma situação. A decadência das faculdades mentais é uma realidade para muitas pessoas e pode vir a acometer qualquer um de nós. Por exemplo, ninguém está completamente protegido da possibilidade de desenvolver no futuro uma doença degenerativa como o mal de Alzheimer. Tampouco estamos isentos de sofrer com a perda natural de capacidade cognitiva que pode acompanhar o passar dos anos.
E isso me deixa aterrorizado.
Acho que a degradação de minha capacidade de raciocinar claramente, de pensar livremente, de interagir coerentemente me preocupam mais do que a perda de qualquer outra habilidade que temos.
E, infelizmente, não há como negar que isso pode acontecer com qualquer um de nós.




